O conceito de família no século XXI

Enviada em 04/12/2020

Em 1988 foi promulgada, no Brasil, a Constituição Federal, ela prevê que todas as pessoas, independentemente de seu gênero, são iguais sob a ótica da Constituição e proíbe qualquer tipo de preconceito e discriminação. No entanto, quando se observa a visão negativa da sociedade brasileira sobre o conceito de família em pleno século XXI, percebe-se que essa ideia é válida na teoria, mas não na prática, pauta essa ainda a ser discutida no Brasil, devido ao preconceito e à falta de atenção do Estado à questão.

Primeiramente, o preconceito é uma das maiores causas para essa visão ruim da família brasileira no século XXI. Nesse sentido, muitas pessoas veem casais homossexuais de forma discriminativa, como se eles não pudessem exercer a mesma função que pais de diferentes sexos poderiam para o seu filho. Nessa lógica, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, mostra a visão preconceituosa que muitas pessoas da sociedade brasileira ainda tem, uma vez que ele diz, que uma família composta por pessoas do mesmo sexo não cumpre sua função, as tornando inúteis como base da sociedade brasileira, aspecto preconceituoso que vai contra os direitos garantidos pela Constituição Federal.

Além disso, a inobservância estatal é caracterizada como uma das dificuldades enfrentadas para garantir que haja melhores conceitos de família no Brasil, tendo em vista que, mesmo com a Constituição Federal, que assegura a igualdade de gênero e o Dicionário Houaiss que apresenta o conceito de família como um núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, o preconceito ainda continua na sociedade brasileira. Nesse sentido, a aceitação de famílias composta por pessoas de gêneros iguais poderia ajudar a sociedade brasileira a ter mais tolerância a diversidades desde a infância, de acordo com a Pedagoga Cristina Silveira. Em resumo, isso colaboraria para a melhor convivência em sociedade e a extinção de problemas preconceituosos como esse.

Portanto, é mister que o governo tome medidas necessárias para amenizar o quadro. Dessa forma, urge que o Ministério Público Federal crie, por meio de verbas governamentais, projetos para a criação de palestras mediadas por sociólogos em instituições e mídias sociais, que incentivem na diminuição do preconceito e mostre que todas as famílias são iguais independentemente do gênero que a compõe. Ademais, compete a cada cidadão ficar atento à questão, de modo que cobre e pressione o Estado. Somente assim, será possível desfrutar dos direitos apresentados pela Constituição Federal na prática, e a reação de transformação em país do futuro certamente será seguida.