O conceito de família no século XXI

Enviada em 03/12/2020

Conforme explicado por Gilberto Freyre no livro “Casa Grande e Senzala”, as origens patriarcais da concepção de família no Brasil remontam ao período colonial. Desse modo, é conspícuo que substancial parcela da população ainda está presa a tal conceito. Isso acontece seja pelo preconceito enraizado nas camadas sociais, seja pela padronização de família tradicional presente na sociedade. Sendo assim, fazem-se necessárias medidas a fim de atenuar a problemática.

Em primeiro lugar, cabe mencionar o filme infantil  Lilo & Stitch, lançado em 2002 pela Disney, o qual mostra a protagonista sendo cuidada pela irmã mais velha após perderem os seus pais. Nesse viés, fora da narrativa, o conceito de família tradicional no século XXI é diferente, pois o preconceito enraizado faz com que os indivíduos tenham uma percepção deturpada acerca da definição familiar. Além disso, é válido ressaltar os julgamentos os quais as famílias que não estão inseridas dentro dos “padrões” sofrem. Nessa óptica, ações fazem-se necessárias a fim de mitigar o preconceito e julgamentos enraizados.

Outrossim, é importante salientar o livro Laços de Família, de Clarice Lispector o qual retrata os estereótipos e preconceitos que vão se repetindo por meio das gerações. Somado a isso, tem-se a influência midiática que exibe um modelo arcaico de família, consequentemente, os cidadãos são negativamente manipulados a seguir uma padronização familiar tradicional. Visto isso, é preciso que haja transformações sociais no âmbito popular.

Urge, portanto, que o Ministério da Educação, como instância máxima do processo educacional, promova melhorias estruturais dentro das redes de ensino, por meio de palestras elucidativas e projetos a fim de reeducar o pensamento preconceituoso enraizado na sociedade. Ademais, é papel da mídia, com o seu poder de influência, desmitificar a padronização de  conceito familiar. Feito isso, a concepção de família tradicional ficará somente no período colonial.