O conceito de família no século XXI
Enviada em 14/12/2020
A série americana “Glee” apresenta discussões sobre diversos modelos familiares. Nesse sentido, Rachel Berry, a protagonista, possui dois pais homossexuais e ambos convivem com uma pressão social sobre a estrutura da família devido ao pensamento conservador acerca do assunto. Semelhante à ficção, essa configuração enrijecida encontra-se embutida nos valores socioculturais do Brasil contemporâneo e cede pouco espaço às novas formações familiares. Dessa forma, é válido analisar em objeto de estudo a relação da família tradicional e a influência do meio urbano na mesma e suas consequências.
Primeiramente, vale ressaltar que, segundo o sociólogo Max Weber, " família é uma instituição social conduzida e modelada pela sociedade". Marcada por uma cultura colonizadora europeia e com influência da Igreja Católica, essa instituição social prevaleceu por séculos e demarcava, como padrão exclusivo, laços familiares realizados apenas por meio do matrimônio religioso. Tal padrão, era o único reconhecido pelo Estado que permitia plenos direitos aos pertencentes desse núcleo e tornava excludente quaisquer outras configurações. Isso favoreceu por muitos anos famílias de alto poder aquisitivo que tinha acesso aos direitos legais protegidas pela Igreja junto ao Estado e corroborou com a marginalização dessas famílias.
Por conseguinte, segundo a premissa de Malala Yousefzai, “A diversidade garante que as crianças possam sonhar sem colocar fronteiras ou barreiras para o futuro e os sonhos delas”. Nesse ínterim, cabe destacar que a padronização da cultura e particularidade da própria interfere na pluralidade do Brasil, uma vez que a diversidade é cultural é característica do país, dado que esse atributo foi moldado desde a sua colonização. Porquanto, as consciências de classe, étnica, religiosa, gênero e de própria estrutura familiar propõe uma população ética e respeitosa perante as minorias e diferenças. Outrossim, está relacionado a construção de um indivíduo intolerante e preconceituoso, visto que nenhuma pessoa nasce odiando alguém. Destarte, as influências das tradições históricas na sociedade molda tais atitudes. Logo, urge a necessidade de mitigar a problemática.
Portanto, é válido averiguar a inércia governamental. Para tanto, os governos devem administrar maior parte do PIB do Estado para o Ministério da Educação, por meio de economistas que distribuirão o montante igualmente para cada município. Isto posto, as escolas poderão investir em conteúdos e projetos para integrar a família na escola, através de atividades lúdicas, com finalidade de deixá-las mais interativas. Assim, as crianças e jovens, de todas as faixas etárias, poderão conhecer novos modelos familiares e aprender a respeitar e conviver com a diversidade.