O conceito de família no século XXI
Enviada em 01/12/2020
Em tempos remotos, a família composta por mãe, filhos e pai -sendo este o único responsável pelo sustento do lar-, era reconhecida como “família tradicional”. Atualmente, esse termo tem sido banalizado, ao passo que existem novos arranjos e conceitos para o significado de família, que surgiu para se adequar aos novos tempos. No entanto, é importante destacar a cultura machista e preconceituosa como obstáculos para a aceitação desses novos núcleos sociais.
Convém ressaltar, a princípio, a entrada da mulher no mercado de trabalho como resultado das lutas feministas, no final do século XX, e maior autonomia ao dirigir a sua vida sem depender de uma figura masculina. A partir desse momento, a ideia de que apenas o homem era o responsável pelo sustento do lar foi alterada, e os papéis trocados, mas nem tanto aceito por uma sociedade machista. Desse modo é verdade o que foi expresso por Zaratustra quanto ao nível mais baixo da consciência humana: uma mentalidade limitada e conhecimentos privados, como um camelo, reafirma uma analogia às práticas conservadoristas de como deve ser formada a família contemporânea e o papel que cada um deve assumir. Em outras palavras, a população ainda não se encontra em um processo de evolução da consciência para romper com ideias e culturas construídas sócio historicamente.
É importante pontuar, ainda, que a Constituição Brasileira de 1988 declara que o elemento básico na formação de uma família é a afetividade, contudo, o Brasil ainda é visto como um país preconceituoso, que discrimina famílias que são formadas por meio da adoção, da inseminação artificial, por espécies diferentes -como a convivência apenas com animais de estimação-, e, principalmente, famílias formadas apenas pela figura da mãe ou da avó, resultante de um abandono parental, o que não é novidade na sociedade contemporânea. Nesse contexto, a função familiar é incentivar o desenvolvimento cultural, o aprendizado, formar o caráter do infante e demonstrar carinho, se esses fundamentos são praticados dentro de um lar, é preciso respeitar a família em todas as suas formas. Como afirmou Albert Einstein: “A menos que modifiquemos a nossa maneira de pensar, não seremos capazes de resolver os problemas causados pela forma como nos acostumamos a ver o mundo”.
Portanto, é fulcral que providências devem ser tomadas pelas escolas, ao promover rodas de conversas e palestras, com representantes das diversas configurações familiares, no intuito de levar novas visões às crianças e aos pais, sem preconceito e com aceitação das diferenças. Ademais, compete ao Ministério da Educação que, em parceria com as mídias, evidencie, por meio de comerciais, a importância do respeito ao próximo e o principal papel de uma família, que é dar amor e carinho. Com essas medidas, veremos o mundo sob uma ótica mais amorosa e menos intolerante.