O conceito de família no século XXI

Enviada em 03/12/2020

Por discursos mais representativos

As novas conformações familiares vêm, cada vez mais, ganhando espaço e representatividade na sociedade do século XIX, tanto em caráter social quanto jurídico. Este fato deve ser enxergado como uma conquista positiva de âmbito sociocultural e discursos que reduzem às famílias apenas a aquelas formadas por casais heterossexuais são preconceituosos e devem ser combatidos.

A aceitação de famílias não convencionais é um movimento crescente de um ideal mais tolerante com o diferente, gerando uma sociedade menos dividida e mais equilibrada, capaz de entender que a conformação familiar do outro pode ser diferente da sua sem gerar prejuízos morais ou sociais. Por isso, todo o espaço conquistado acerca deste tema é positivo para a humanidade como um todo e medidas ou ideologias contrárias à diversidade são, portanto, um regresso social.

Um outro ponto importante em relação às novas conformações familiares é de cunho social. Muitos casais homoafetivos, por exemplo,  adotam crianças, dando amor e um destino mais humano às suas realidades. Estas crianças muitas vezes se encontram em situações vulneráveis e não se importam se terão dois pais ou duas mães, mas sim, se terão uma família. Dessa forma, ilegitimar uniões não tradicionais impediria estes atos de adoção, aumentando ainda mais o números de crianças em orfanatos.

Indo mais além, o argumento de que casais devem ser formados apenas por um homem e uma mulher pela viabilidade reprodutiva só teria valor para garantir a perpetuação da espécie. Contudo, em um planeta com mais de 7 bilhões de pessoas e que está em expansão demográfica, esta colocação não possui valor algum. Além disso, se casais só pudessem ser formados para gerar descendentes, casais inférteis ou que não querem ter filhos também deveriam ser ilegítimos por essa lógica. Portanto, este discurso biológico utilitarista é usado para sustentar uma ideia discriminatória.

Por todos estes aspectos, pode-se afirmar que a luta por representatividade e legitimidade de famílias entendidas por não tradicionais já conquistou muitos direitos mas ainda existem discursos embasados em argumentos regressistas sem valor que mascaram um preconceito enraizado contra o diferente, contra a diversidade. Dessa forma, é necessário maior disseminação de informação e de campanhas que conscientizem as pessoas à escolherem líderes que lutem ao lado dessas famílias e não contra. Esses líderes podem ser tanto governamentais, como também religiosos ou até representantes no ambiente de trabalho, entre outros.