O conceito de família no século XXI
Enviada em 15/12/2020
“Até que os direitos sejam igualmente garantidos a todos, haverá guerra”. Na obra musical “war”, do artista jamaicano Bob Marley, cria-se a ideia da prevalência de conflitos enquanto houver desigualdades, crendo que só haverá paz em uma sociedade justa. Seguindo essa análise, o conceito de família no século XXI, segue um contexto semelhante ao da obra, em que a “guerra” contra o preconceito, bem como a homofobia, gera um ambiente marcado pela injustiça, devendo ser combatido.
A princípio, é fulcral pontuar que na Idade Média, os valores cristãos foram fortemente alicerçados sob o conceito da família, renegando qualquer costume que não seguisse a moral católica do casal heterossexual, construindo um pensamento preconceituoso de raízes históricas. Segundo o pensador Thomas Hobbes, “o Estado deve condicionar o bem-estar social.” Contudo, no Brasil, essa realidade é oposta, dessa forma, atualmente, a discriminação que muitos casais sofrem seja por meio de comentários maldosos, ameaças e até violência, é fruto do conservadorismo social, gerando uma sociedade intolerante, como afirma a socióloga Nathália Ziê. Portanto, devem-se tomar medidas para tal imbróglio.
Ademais, ressalta-se que a homofobia está relacionada com o patriarcalismo presente na sociedade, no qual, a homoafetividade em algumas religiões conservadoras pode ser vista como sinal de desonra ou até crime punível, quebrando, de acordo com a Declaração dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, o direito à liberdade individual. Além disso, segundo o portal de notícias G1, crimes contra gays e lésbicas cresceram cerca de 40%, expondo as correntes da intolerância sobre o ideal de igualdade. Dessarte, a obra de Marley fica notória sob a atualidade, mostrando que a “guerra” continua.
Dessa maneira, o conceito de família no século XXI tem diversos desafios. Então, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, junto às prefeituras locais, criar e aprimorar leis e projetos para fortalecer a proteção desses grupos, por meio de campanhas publicitárias do tipo “slice of life,”que busca com exemplos do cotidiano envolver o público alvo, a fim de buscar a conscientização da sociedade na luta pela igualdade de direitos e, ainda, com o apoio de banqueiros, para formar fundos monetários de verbas para manutenção e eficácia do projeto e, assim, lutar contra o preconceito e a homofobia, propondo por fim a essa “guerra”.