O conceito de família no século XXI

Enviada em 06/12/2020

A série contemporânea “Dash e Lily” mostra em um dos episódios, a dificuldade que o irmão da protagonista tem em apresentar a relação homoafetiva ao avô, que prioriza relações conservadoras dificultando o relacionamento e muitas vezes até proibindo o contato de ambos. Esse roteiro fictício não se difere da realidade uma vez que, as bases da sociedade foram construidas com bases em valores religiosos, que reconhecem como família apenas a união de sexos opostos, discriminando todos os outros tipos de relações. Ademais cabe ressaltar que com a liberação dos casamentos homoafetivos e a permissão de adoção e inseminação artificial, se tornaram mais fáceis, mas ainda sim contemplam uma uma dificuldade maior na liberação se forem comparados as famílias tradicionais.

Biologicamente, a reprodução humana ocorre através da união sexuada de um homem e uma mulher que ocasiona a formação de um feto. No relacionamento de pessoas com o mesmo sexo, esse tipo de fecundação não pode ocorrer a não ser por inseminação artificial, o que acaba dificultando a formação de família em uniões como essas, pois existe um alto custo no andamento dos procedimentos. A grande incógnita dos mesmos, é que para obter um resultado na maioria das vezes é preciso mais de uma tentativa subindo assim os valores , fazendo com que assim alguns casais tenham que recorrer a adoção, que também exige um grande tempo de espera e uma grande dificuldade na comprovação de documentações dificultando assim, o acesso e o reconhecimento de famílias desses gêneros.

Somado ao processo biológico, existe um passado histórico conhecido como catequização feita por meio dos portugueses que introduziram no Brasil a religião e costumes de Portugal e  que pode ser facilmente associado  a repulsa das relações socioafetivas em casais que entram nessas classificações. A consequência de todos esses costumes passados é um estranhamento social  e preconceito, mesmo havendo uma  união estável por meio do casamento formalizado em cartório.

Portanto, tendo em vista a problemática, medidas devem ser tomadas para que haja respeito, e o conceito de família no século XXI seja normalizado.  Cabe ao Ministério da Justiça, implementar outro projeto de lei entregue a câmara dos deputados, falando a respeito da diversidade de gênero nas famílias reforçada pela união estável, com a finalidade de conscientizar não só a população mas as autoridades da diversidade existente na concepção de famílias na atualidade fazendo  com que assim não só a adoção, mas as mentes de toda uma população dotada de pensamentos homofóbicos sejam mudados, gerando um país mais inclusivo em que as famílias possam ser constituídas de acordo com o que cada um acredita.