O conceito de família no século XXI

Enviada em 06/12/2020

Pai. Mãe. Filhos. Esse é o conceito de família tradicional presente na série estadunidense “This Is Us”. Fora da ficção, o conceito clássico de família se tornou antiquado, uma vez que, os grupos parentais são cada vez mais distintos. Dessa maneira, torna-se extremamente explícito a necessidade de medidas a fim de desconstruir a ideia conservadora de família. Nesse sentido, têm-se como protagonistas da reformulação do conceito de grupo parentesco, a diversidade familiar e a quebra de preconceitos.

Em primeira instância, a diversidade familiar é o principal fator da conceituação moderna de família, visto que, a definição tradicional deixou de ser o único modelo de parentela. Na obra modernista “A família”, da artista brasileira Tarsila do Amaral, observa-se um grupo de pessoas, quais simbolizam o núcleo familiar - entretanto, é impossível julgar o papel que cada indivíduo exerce ao analisar tal arte -. Dito assim, essa obra é análoga ao seio parental hodierno, em que, exemplificando: uma mãe solteira, além de realizar o trabalho materno, realiza o de pai.

Ademais, a quebra de preconceitos é outro pilar quanto a ressignificação de família, dado que, casais homoafetivos vem conquistando seus direitos com o decorrer do tempo. No Brasil, a primeira vitória da comunidade LGBT+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e mais), ocorreu no início do imperialismo brasileiro, em que Dom Pedro I descriminalizou a homossexualidade. Toda via, o direito de adoção à casais gays foi cedido somente em 2010. Essa situação mostra que, felizmente, há uma quebra de preconceitos quanto a orientação sexual - embora seja lenta.

Portanto, torna-se conspícuo a indispensabilidade de medidas com intuito de ressignificar o conceito de família. Assim sendo, cabe ao Ministério da Educação, por meio das instituições de ensino primário, a realização de atividades que demonstre os plurais modelos familiares - de modo que, promova a diversidade familiar. Além disso, o Estado, através do poder executivo, deve ampliar os direitos das minorias LGBT+, em virtude da promoção da igualdade em terras tupiniquins. Por fim, a abordagem ficcional não irá  se limitar em abordar o tradicional, mas também, o plural.