O conceito de família no século XXI
Enviada em 08/12/2020
Deixado pelo passado e repetindo no presente
A sociedade brasileira se pauta à anos pela “tradicionalidade”, uma cultura que permeia padrões e exclui de forma preconceituosa qualquer comportamento “diferente” ao imposto, o significado de família transcendem padrões arcaicos determináveis, ela representa amor incondicional e independe de raça, cor ou orientação sexual.
Durante o processo identitário brasileiro, muitos atos nocivos foram adotados em nome do “progresso”, pessoas escravizadas, mulheres silenciadas, grupos étnicos aniquilados e religiões desrespeitadas, resultando atualmente: homofobia, machismo, racismo, xenofobia. Um pacote do mal deixado pelos colonizadores, legitimando a ideia de superioridade e normatividade que perpetua nas relações sociais do século XXI, qualquer ação que não siga regras obsoletas, são taxadas e violentadas de forma abrupta.
Graças a esse pacote, muitas famílias se deparam com inúmeros obstáculos, sendo os principais: resistir ao preconceito social e há necessidade de afirmarem sua existência como individuo em sociedade. Em 2015 a câmara dos deputados federativa, uma casa que representa os interesses do povo brasileiro, comprova o preconceito incutido na mente dos cidadãos, já que no seu projeto de lei, institui como família apenas " a união de um homem e uma mulher", excluindo outras formas de amar como por exemplo famílias homoafetivas.
A tolerância deve ser o início para a transformação de sociedade, não se pede para aceitar ou admirar as famílias que não seguem a “tradicionalidade’, ou seja, abraçar ou beijar famílias homoafetivas ou trisais, mas respeitar a liberdade e o direito de escolha que cada pessoa tem é essencial. Formas de amar sempre existiram em sociedade, porém atualmente elas estão conquistando direitos que até então, sempre foram negligenciados.
Diante disso, cabe uma ação conjunta da mídia e do estado para propagar tolerância. Assim como existem novelas e séries que atendam ao público tradicional, deve existir com a mesma frequência e proporção para as famílias que não se encaixem nesses padrões, destacar à sociedade o “diferente” e conseguinte, normalizar sua imagem. Ao estado, inserir no currículo educacional infantil: gibis, desenhos e textos criativos que mostre a importância do respeito ao “diferente”, pois eles serão a geração futura.