O conceito de família no século XXI
Enviada em 16/12/2020
No Brasil colonial o modelo de familía era o patriarcal, onde o pai era o chefe, a afeição não era fundamental nas relações e o objetivo principal era o aumento de poder. Com o tempo o conceito de família mudou drásticamente e hoje, no século XXI, a familia é baseada na democracia, igualdade, felicidade e dignidade. Para que esses ideias sejam perpetuados é importante que todas as formas de família sejam inclusas nas relações sociais e sejam tratadas com mais respeito e menos preconceito.
A família é a base da sociedade. É a partir dela que os indivíduos tiram seus ideais mais imporantes para as relações humanas. Segundo a constituição de 1988, a familía é o núcleo no qual o ser humano é capaz de desenvolver todas as suas potencialidades. Por isso é importante que a sociedade não se prenda na ideia conservadora de quem compõe essa família e sim, como são as suas relações. Muitas famílias consideradas “tradicionais brasileiras” na sua vida privada são totalmente problemáticas e não atendem os principíos basicos inerente a qualquer ser humano previstos na constituição, como dignidade e democracia. Enquanto outras famílias que são, por exemplo, constituídas de relações homoafetivas são extremamente saudavéis e tem como base principal o amor e o afeto.
Em virtude disso, é muito importante que todas as formas de família sejam tratadas com respeito e, não só isso, sejam incluídas efetivamente na sociedade. Em dezembro de 1963 foi intitulado o Dia da Familía no calendário brasileiro, feito como uma forma de homenagear a instituição familiar e seu papel na vida social. Atitudes como essa incluem e legitimam novos modelos familiares e são de extrema importância para que os antigos paradigmas, que facilmente viram preconceito, sejam quebrados. E assim, a sociedade como um todo passe a dar mais importância em como essas famílias funcionam na prática e não em teorias ultrapassadas baseadas principalmente no patriarcalismo.
Em suma, o conceito de família mudou bastante e continua em constante evolução e, sendo a família a base da sociedade é importante que todas as suas diferentes composições sejam inclusas, legitimadas e valorizadas. Para isso, cabe ao Ministério da mulher, família e direitos humanos, em parceria com os canais de comunicação, promover campanhas de propagação de informações e campanhas educativas, por meio de pequenos comerciais infomativos sobre o novo conceito de família e os seus direitos. Com o objetivo de quebrar preconceitos recorrentes para toda a população brasileira e assim promover uma sociedade mais igualitária e inclusiva.