O conceito de família no século XXI
Enviada em 07/12/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o conceito de família no século XXI apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito por parte da sociedade no que se refere ao conceito de família, quanto da ineficiência do governo em buscar melhorar a problemática na sociedade. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primeiramente, é essencial pontuar que o preconceito por parte da sociedade no que se refere ao conceito de família deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estudo é o caminho para o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, o preconceito inicia dentro da comunidade estudantil, que ao invés de discutir sobre a diversidade opta pela exclusão. Por muito tempo o conceito de família envolvia a união entre um homem e uma mulher, tornando-se o padrão normal considerado pela sociedade, porém o amor entre duas pessoas do mesmo sexo deram a elas o direitos de formarem uma família, causando impacto aos considerados tradicionais e conservadores, alimentando o preconceito no país. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a ineficiência do governo em buscar soluções como promotor do problema. Em 2015, na Câmara dos Deputados, houve uma comissão especial referente a um projeto do Estatuto da Família, sendo reconhecido família apenas a união entre um homem e uma mulher, ou seja, excluindo não apenas as famílias homoafetivas, mas também mães e pais solteiros, seja divorciados ou não. Partindo desse pressuposto, é notório o preconceito e a desinformação da população.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática no país. Dessarte, com o intuito de mitigar o preconceito por parte da sociedade, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Estado, será revertido em levar às pessoas mais informações, por meio da criação de campanhas e pesquisas que envolva famílias, levando à população toda forma de amar. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do preconceito por parte da sociedade no que se refere ao conceito de família e a coletividade alcançará a Utopia de More.