O conceito de família no século XXI
Enviada em 08/12/2020
No período da Idade Média, criou-se a ideia de que a união heterossexual era a única viável dentro dos parâmetros cristãos. Essa percepção restrita ainda permanece no cenário brasileiro do século XXI, posto que o conceito de família é rejeitado para os grupos que fogem dessa cultura medieval. Desse modo, deve-se discutir a imperiosidade familiar na constituição dos indivíduos, bem como o gigantesco preconceito apontado para esse público, com o propósito de amenizar esse quadro negativo.
É sabido, de início, ressaltar a relevância familiar na construção cidadã. Sobre esse pensamento, o sociólogo Émile Durkhéim teorizou que a família é o mecanismo primário de socialização, ou seja, responsável pelo ensinamento da criança. Nessa visão, observa-se que além de construir os cidadãos - discernimento de seus direitos e deveres - brasileiros, essa instituição capacita o preparo destes para o meio social. Logo, é inadmissível que novas famílias, a exemplo das homoafetivas, sejam barradas no Brasil.
Ademais, o preconceito protagonista da exclusão das diversas formas familiares da contemporaneidade, soma para o problema. Isso porque, devido aos ensinamentos disseminado na conjuntura Medieval, a sociedade tende a não considerar outras formas de viver além das de sexos opostos. Essa visão, reflete-se na tese do pensador Voltaire ao abordar, em sua obra “Tratado sobre a tolerância”, que o ser humano possui dificuldades de aceitar aquilo que diverge de seus ideais. Tal fato, por sua vez, é notado nas diversas formas de rejeição para com esses grupos - homoafetivos, heteroafetivos, poligâmicos - haja vista que são rotulados de retrocesso social. Dessa maneira, é preciso ações das institucionais educacionais que propaguem a heterogeneidade na atualidade.
Portanto, evidencia-se que o preconceito adquirido historicamente colabora para a cegueira acerca da importância familiar do século XXI. Para tanto, é preciso que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, promova palestras e rodas de debates nas escolas, já que fazem parte da vida dos cidadãos, a fim de atenuar a discriminação com os diferentes tipos familiares. Ainda, cabe reuniões com os pais dos alunos, mediante professores de sociologia e história, sobre os avanços sociais e humanos, para que o conceito de família difundido na Idade Média fique somente no passado e não se reestabeleça na contemporaneidade brasileira.