O conceito de família no século XXI

Enviada em 15/12/2020

‘‘Viver bem é mais importante do que viver’’. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tanta importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Dessa forma, o conceito de família no século XXI surge como conhecimento que torna possível vivenciar a realidade platônica. No entanto, em uma sociedade desigual, em que a diversidade de gêneros é desconhecida e, muitas vezes, combatida, tal realidade torna-se utópica. Com isso, o poder público e a desatualização do ensino contribuem para que a realidade descrita por Platão seja uma utopia.

Mormente, é preciso dissertar sobre a influência do poder público no tema em foco. Nesse sentido, segundo a Constituição brasileira de 1988, é dever do Estado garantir ao cidadão o acesso aos meios necessários para o bom desenvolvimento físico e mental. Porém, de acordo com o portal G1, a tolerância social em relação às famílias formadas por casais homoafetivos, por exemplo, é baixa. A intolerância é a responsável pelos atos preconceituosos que ocorrem na sociedade, um país desenvolvido tem de ser tolerante. Dessa forma, ao não garantir a tolerância social, o Estado não respeita o direito constitucional, prejudicando, com isso, o bom desenvolvimento físico e mental do cidadão.

Em segundo plano, é importante destacar o papel da desatualização do ensino no conceito de família. Segundo o professor Paulo Freire, ‘‘uma sociedade sem educação é um ambiente estático’’. Nesse horizonte, conforme explicitado pela revista Superinteressante, é baixíssimo o número de escolas que educam politicamente o cidadão, há o ensino dos cálculos matemáticos e das leis da física, por exemplo, mas não há o estímulo necessário para tornar o jovem socialmente e politicamente ativo. Assim, o cidadão torna-se inativo, ou seja, a sociedade fica estática, um ambiente inapropriado para a prática dos direitos e deveres sociais. Logo, a sociedade torna-se intolerante em relação aos diversos conceitos de família.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que a realidade platônica deixe de ser uma utopia. É preciso que o Ministério da Educação, em parceria com o Poder Legislativo, aumente a carga horária de matérias filosóficas, que eduquem politicamente e socialmente o cidadão, sem que haja doutrinação para algum partido ou pessoa. Essas mudanças seriam realizadas por meio de alterações na Legilasção. Dessa forma, o cidadão seria socialmente consciente e tolerante em relação aos diversos conceitos de família que existem no século XXI. Com essas medidas, espera-se que o bem-estar físico e mental seja assegurado, respeitando o direito constitucional.