O conceito de família no século XXI
Enviada em 09/12/2020
O conceito de família é considerado a união entre pessoas que possuem laços sanguíneos, de convivência e baseados no afeto. Neste contexto, foi elaborada a Constituição brasileira, que abrange diversas formas de organização fundamentadas na relação afetiva entre seus membros. A atenção política para as constantes mudanças no conceito de família intensificou-se a partir do ano de 2004, contudo não havia inclusão das diversidades de famílias na sociedade. Diante disso, realizou-se o Sistema Único de Assistência Social que apresenta “o núcleo social de acolhida , convívio, autonomia, sustentabilidade e protagonismo social”. Assim, o preconceito impulsiona a exclusão e a falta de leis eficientes coloca em risco a integração das famílias no país.
Nicolau Maquiavel afirmou que, “os preconceitos têm mais raízes do que os princípios”. É importante pontuar, de início, que o preconceito atrelado a uma forma enganosa de princípio, expandiu pelo Brasil, o que propiciou a dificuldade de novos modelos de famílias se integrarem. Todavia alguns indivíduos visam as diferenças, desrespeitando as diversidades de monoparentalidade e homoafetividade, ou seja, movidos pelo preconceito enraizado, excluem e dificultam de certa forma a convivência social dessas famílias. Com isso, contribuem para perpetuação da discriminação.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas afirma que “Todos os seres humanos nascem iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.” A falta de eficiência de tais leis prejudica as famílias do atual século, isso ocorre porque a raiz do preconceito esta nas leis que não são garantidas como são escritas. Dessa maneira, ilustra a ineficácia do governo brasileiro, que é uma das causas da desintegração de famílias, que trás um desequilíbrio tanto social, quanto psicológico de não se sentirem aceitas. Dessarte de extrema relevância e urgência leis eficientes.
Tornam-se claras, portanto, as causas da diversidade dos conceitos familiares no País. Desse modo, é necessária a ação da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), criar estratégias eficazes, no combate ao preconceito e trabalhar para a melhor inclusão dos novos modelos de família, uma vez que enfraquecerá a exclusão, por meio da atuação de projetos públicos, a fim de conciliar, de fato, a igualdade, a integração e a fraternidade da família. Ademais é dever da mídia, por meio de propagandas abordar a temática em questão, para que gere consciência social e o preconceito seja estagnado.