O conceito de família no século XXI

Enviada em 09/12/2020

Na obra “Utopia” o escritor e filósofo inglês do século XVI Thomas More retrata uma idealização de sociedade perfeita, ou seja, com ausência de problemas e conflitos. No Brasil, entretanto, o cenário contemporâneo é o oposto do que More prega, uma vez que o machismo e a homofobia atrapalham e discriminam o conceito de família. Sob esse viés, convém analisar as principais causas, consequências e possível medida para atenuar tal problemática.

Em primeira análise,  o patriarcalismo é um dos principais causadores desse problema, enraizado na sociedade desde o tempo colonial, esta difundido e muito presente até hoje, onde a figura do patriarca é o chefe e administrador do núcleo familiar. Também vale destacar, que a partir desta cultura formou-se pela comunidade um padrão na construção doméstica, formado por um pai, uma mãe e filhos, não sendo assim, não teria denominação de família. Essa convenção social, infelizmente, gera preconceito e deixa traumas para aqueles que optam por não seguir este “padrão”.

Ademais, o dicionário Aurélio define a palavra “família” como sendo um grupo de pessoas que compartilham um lar ou um mesmo espaço. Dessa forma, independente da orientação sexual, a questão de ser ou não do mesmo núcleo, cada pessoa é livre para autodenominar. No entanto, essa liberdade se limita na prática e grande é o sofrimento causado pela restrição de uma criança cujos pais são gays, por exemplo.

Desse modo, com caráter de urgência, o Governo Federal deve criar campanhas, por meio dos canais de comunicação e em todos espaços públicos adequados para o mesmo, influenciando, conscientizando e principalmente expondo as consequências deixadas pela discriminação. Espera-se, com isso, formar uma sociedade mais livre, digna e feliz.