O conceito de família no século XXI

Enviada em 10/12/2020

No livro " Jogador número um “, o protagonista é criado de forma obrigatória e exploratória pela sua tia. Nesse contexto, é notório que, indubitavelmente, o conceito de família no século XXI é uma pauta que precisa ser fortalecida pela educação familiar e por políticas governamentais que incentivem a convivência empática entre os parentes, para construir uma sociedade mais coesa.

Vale ressaltar, a princípio, que a inadequada educação é um dos fatores que contribuem para a permanência desta discussão. Nessa óptica, o artigo 229 da Constituição Federal diz que os pais devem assistir, educar e criar seus filhos. Entretanto, os genitores não ensinam a sua prole que o ambiente familiar é fundamental para a construção de valores, aprendizado mútuo e acolhimento entre seus integrantes. Sendo assim, esse problema educacional ajuda a formar uma sociedade individualista e impessoal.

Ademais, é importante destacar que a ausência de medidas governamentais de incentivo a formação de famílias afeta negativamente o tema em questão. Sob essa perspectiva, o sociólogo Émile Durkheim mencionou que o Governo, a Escola e a família formam a coesão social. Nessa conjuntura, o Estado rompe com os cidadãos ao não motivar o relacionamento entre os familiares. Dessa maneira, a população brasileira fica desunida e sem empatia, de modo a criar um ambiente intolerante.

Infere-se, portanto, que ao utilizar a educação familiar e as políticas do Governo, é possível fortalecer o conceito de família no século XXI. Com isso, cabe ao Ministério da Educação, por meio das escolas, elaborar palestras a envolver pais e alunos, em prol de ensiná-los que a manterem sempre uma família unida, pois é através dela que os indivíduos recebem o conhecimento e aprendem a conviver na vida social. Outrossim, cabe ao Poder Executivo mudar o Código Penal com leis que obriguem os prefeitos da cidades a distribuírem panfletos, salientando como a família influencia nas atitudes e virtudes de seus membros. Proposta que, incipiente no presente, pode mudar as gerações futuras.