O conceito de família no século XXI
Enviada em 10/12/2020
No Brasil, em 1975, por meio da publicação do Dicionário Aurélio, houve a junção de conceitos de diversas palavras, um exemplo é a família que poderia ser denominada como grupo de pessoas vivendo sob o mesmo teto (especificamente pai, mãe e filhos). Entretanto, atualmente, esta definição entra em contradição haja visto que a formação dos laços familiares mudou. Nesse contexto, mesmo com os avanços e a reformulação ainda há a não aceitação de novos modelos parentais devido a aspectos culturais e legislativo.
Em uma primeira análise, é notório a dificuldade que existe na população brasileira em aceitar o diferente, principalmente quando se trata de novas formas de agrupamento social, nem sempre a formação familiar vai ocorrer entre duas pessoas, e da mesma forma, merecem respeito e aceitação. Prova disso, é que de acordo com o IBGE, em 2015, 28,9 milhões de família são chefiadas por apenas uma mulher. Desse modo, percebe-se que esse núcleo social não é necessário um casal, e sim por um laço afetivo e que mantenha uma relação solidária
Em uma segunda abordagem, a sistemática brasileira é conversadora e tradicional e conversador, e consequentemente se torna um dos fatores para não aceitação de grupos sociais fora do padrão. Isso fica evidente quando pegamos os dados do site “ConJur”, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, propõe um projeto para acelerar o reconhecimento apenas de famílias formados pela união de homem e mulher, além disso a Câmara dos Deputados analisa outro projeto que a deputada Júlia Marinho sugere a para tornar explícita a proibição de adoção conjunta por casal homoafetivo. Nessa análise, percebe-se que legislação exclui uma parcela populacional, e que dá uma importância somente em casais heterossexuais.
Portanto, infere-se que, mediante ao que foi argumentado, ações são fundamentais para uma coesão social. Logo, cabe ao Ministério da Cidadania juntamente com o Ministério da Educação adote medidas efetivas para combater esse preconceito vigente na sociedade, e por meio palestras em escolas pode-se ensinar a aceitar as diferenças com o fito igualdade entre todos os tipos de junção social. Ademais, debates nas mídias sociais podem desconstruir a prevalência de só uma forma de laço familiar. Portanto, somente assim podemos superar os antigos conceitos de núcleos sociais.