O conceito de família no século XXI

Enviada em 10/12/2020

A espécie humana é uma referência de cuidado familiar entre os mamíferos, o que permitiu um grande desenvolvimento das relações sociais. Apesar disso, atualmente, o aparecimento de novas configurações familiares têm causado conflitos sociais e jurídicos. Tal fenômeno, que coloca em risco a coesão coletiva, possui origem na mudança das sociedades e no conservadorismo presente no Brasil.

Em primeiro plano, torna-se evidente que a relação social permite o aparecimento de famílias não-tradicionais. Com efeito, a obra “A Máquina do Tempo” de Hebert Wells relata o efeito do tempo nas transformações sociais e a sua inevitabilidade frente a crença de uma forma definida de organização entre os indivíduos. Em decorrência disso, a constante mudança social reforça que a passagem do tempo exige adaptações institucionais para que um maior número de pessoas alcance a felicidade.

Igualmente, salienta-se, o conservadorismo como mais uma das causas da problemática, pois uma sociedade conservadora resiste ao processo natural de mudança, o que reduz o exercício de liberdades individuais. Nesse viés, é nítido o prejuízo da democracia, isso porque na visão de Karl Popper, tolerar um discurso intransigente acarreta o fim de um importante atributo liberal, o respeito à diversidade de pensamentos. Sendo assim, a resistência aos novos núcleos familiares funciona como meio de supressão da liberdade e do desenvolvimento social.

Portanto, medidas são necessárias para evitar a perseguição aos diferentes modos de constituir uma família. Cabe ao Ministério da Educação implantar a consciência a social aos jovens por meio de aulas e de palestras, com a participação da comunidade, realizadas por especialistas que ensinem a importância de respeitar a diversidade a fim de formar cidadãos receptivos ao pluralismo familiar. Somente assim, a intolerância dará espaço ao respeito e a coletividade estará preparada para a mudança causada pelo tempo.