O conceito de família no século XXI
Enviada em 15/12/2020
A Constituição Federal, em seu artigo 3°, afirma promover o bem-estar de todos, sem qualquer discriminação. Tal prerrogativa parece não se aplicar para a população homossexual, que ainda no século XXI sofre com o paradigma de conceito de família. Dessarte, é imprescindível o debate acerca do conservadorismo e religião, fatores que contribuem para a perpetuação desse nefasto cenário no Brasil.
Efetivamente, é notório o desacordo entre o assegurado na Constituição para a realidade do país, uma vez que casais homossexuais ainda sofrem diariamente com o preconceito. Essa perspectiva, graças a constante luta no combate à homofobia no Brasil, a exemplo de grandes eventos como a “Parada Gay”, tem sido mudada positivamente. Conquanto, o conservadorismo ainda é um empecilho que vem ganhando força no Brasil, até mesmo entre os integrantes do Poder Legislativo, que tentou, por meio de um projeto de lei denominado Estatuto da Família, reconhecer como entidade familiar apenas às formadas a partir de casais heterossexuais. Nessa conjuntura, viola-se o “Contrato Social” proposto por John Locke, no qual o Estado deve garantir o bem-estar social da população.
Vale analisar ainda, a influência religiosa sobre o conceito de família, uma vez que segundo uma pesquisa feita pelo Datafolha, apenas 10% da população brasileira não possui religião. Diante disso, é de suma relevância que medidas contrárias à homofobia sejam adotadas por algumas religiões, como exemplo a liberação do casamento homoafetivo na igreja católica.
Sendo assim, faz-se mister que o Governo, em parceria com o Ministério da Educação, promova projetos contra à homofobia, por meio de debates em sala de aula na presença de psicólogos, analisando os jovens que precisam de ajuda para se livrar dos preconceitos aprendidos em casa, a fim de normalizar o assunto desde a juventude. Assim, com o passar do tempo o problema será erradicado, e o Estado cumprirá sua parte no “Contrato Social”.