O conceito de família no século XXI
Enviada em 12/12/2020
De acordo com o romancista irlandês George Bernard, o progresso é impossível sem mudança, e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não evoluem. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois o conceito sobre ‘’família de diferentes gêneros’’ carece de mudanças, já que contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto.
Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para combater a discussão do termo ‘’família’’ na atualidade. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato reflete não só nos escassos investimentos para maior valorização em condutas e emendas constitucionais que aceitem qualquer tipo de união familiar, seja homossexual ou heterossexual, como também na falta de aplicabilidade estatal em programas associados ao debate do preconceito estrutural criado pela sociedade brasileira em detrimento de menorias, medidas essas que combateriam toda assimetria de direitos civis e tornariam o ambiente comunitário mais eufônico.
Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca da aceitação do conceito ‘’família’’ na contemporaneidade, pois não há instrução na íntegra, o que torna mais difícil a luta por mudanças. De acordo com o educador e filósofo Paulo Freire, em sua ‘’Terceira Carta Pedagógica’’, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele, tampouco a sociedade muda. Sob o mesmo ponto de vista do educador, nota-se que, no Brasil, devido à carência na formação de ideias críticas, ações sociais expressivas e uma boa base educacional analítica sobre raízes hegemônicas das famílias tradicionais, o país não alcança grandes transformações. De fato, Isso justifica toda mazela, incompreensão e despreparo social que permeia a atualidade. Desse modo, uma mudança nos preceitos sociais será importante para resolver o impasse.
Depreende-se, portanto, novas medidas para resolver o conceito de ‘’família’’ no século XXI. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos a respeito do preconceito estrutural e aceitação sociopolítica das diferentes formas de famílias existentes, como também palestras, debates e programas sociais em centros culturais das cidades, destinados ao público, com materiais de apoio gratuito, participação de representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos à etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência. Somente assim, buscará o tão sonhado progresso de George B.