O conceito de família no século XXI
Enviada em 13/12/2020
Pitágoras, grande filósofo e matemático da Antiguidade, defendia a ideia de que se as crianças forem educadas, não será necessário castigar os homens. Nesse contexto, destaca-se a importância da família, já que esta é o núcleo responsável pela educação infantil em diversos âmbitos. Ademais, o conceito de família, é descrito atualmente, pelo Dicionário da Língua Portuguesa Houaiss, como: ‘‘Núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, que geralmente compartilham o mesmo espaço e mantém entre si uma relação solidária.’’, confirmando a relevância socioemocional da família. Entretanto, esse conceito familiar ainda não é aceito pela população de modo integral. Tal fato ocorre devido à uma cultura massificada que é divulgada pelos diversos meios de comunicação, e que possui grande poder de alienação. Assim, o resultado são indivíduos com olhares preconceituosos aos diferentes tipos de família, e a estagnação de processos adotivos vivenciados por elas. Diante dessas problemáticas, faz-se necessária a conscientização da população a respeito das singularidades de cada um desses núcleos sociais.
Em primeiro lugar, pode-se destacar que há uma supervalorização quando se trata de famílias tradicionais, tomando como exemplo: a comissão especial, criada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em 2015, para acelerar um projeto que reconhece como família apenas os núcleos sociais formados pela união de um homem e de uma mulher. Tendo em vista essa superstimação, uma das formas de justificá-la seria a maneira como foi transmitido aos indivíduos, pelos programas de televisão, canais de rádio, entre outros canais de comunicação, um padrão homogêneo de ideais e estilos de vida. Esta padronização cultural é denominada, sociologicamente, de ‘‘Cultura de Massa’’, pelos sociólogos da Escola de Frankfurt: Theodor Adorno e Marx Horkheimer. Então, fica claro que o que se torna normal aos consumidores de tal cultura, são esses padrões, que excluem as particularidades de cada ser humano.
Como consequência dessa homogeneidade cultural e ideologica imposta pelos meios comunicadores, é observada uma alienação da sociedade no tocante ao que foge do convencional familiar estabelecido, resultando em inúmeros preconceitos, dentre eles, aquele que desnaturaliza o fato de casais homoafetivos e pais solteiros desejarem adotar crianças. Logo, há uma porcentagem que indica que 55% dos brasileiros, em 2017, eram contra a adoção de crianças por casais do mesmo sexo.
Diante do exposto, é preciso que a população seja conscientizada, por meio de palestras promovidas por pessoas que constituíram famílias de modo anômalo, da necessidade de expansão do conceito individual familiar, dessa forma, as crianças serão educadas e os homens não serão castigados.