O conceito de família no século XXI
Enviada em 15/12/2020
As mudanças ocorridas em um mundo cada dia mais globalizado, marcado pela diversidade e pluralidade de pessoas, corroboram até mesmo nas novas configurações das então famílias tradicionais. Se antes elas tratavam-se de “papai, mamãe, titia” como nas letras dos Titãs, atualmente há uma multiplicidade de formações familiares. Conquanto, mesmo com a constituição de lares homoafetivos, de movimentos para a adequação e aceitação de muitas pessoas, o preconceito continua vivo em grande parte da população. Em primeiro lugar, os diferentes laços familiares sempre existiram, e junto da sua existência, as críticas negativas e o prejulgamento de conservadores e tradicionais. No Brasil, um exemplo de tal fato é o Estatuto da Família de autoria do deputado Anderson Ferreira, que, em pleno século XXI, reconhece como família apenas os núcleos formados pela união entre homem e mulher. Destarte, essa conduta por parte do Estado apenas reforça a exclusão das novas configurações que têm tentado conseguir um espaço em sociedade, além de impedir a formação de um ambiente social em que todos sejam iguais perante a lei, como garante a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Outrossim, a intolerância faz-se presente e não há respeito a individulidade. Não trata-se apenas de pais homoafetivos, como também de mães e pais solteiros, avós e netos, divorciados, entre tantos outros que compões uma família. De acordo com dados do IBGE de 2014, houve um cescimento de 30% no número de casais homoafetivos com intenção de adoção ou união estável, em relação ao ano de 2013. Entretanto, mesmo com as altas porcentagens e a formação gradual de “novas” famílias, o menosprezo perpassa o amor. Assim, Albert Eisten não foi equivocado ao citar que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Por fim, em relação ao supracitado, medidas devem ser tomadas. Tais mudanças devem ser iniciadas na base governamental, com a inclusão de deputados, governadores e líderes políticos que tragam ideais que combatam a intolerância, por meio de campanhas publicitárias juntamente com a mídia. Além disso, no âmbito educacional, as crianças e os pais devem ter contato direto, por meio de palestras e encontros, com o assunto de pluralização das famílias, para que ambos sejam educados e eduquem de forma mais humana. Só assim, tais problemas relacionados com o conceito de família no século XXI podem ser ao menos mitigados.