O conceito de família no século XXI

Enviada em 15/12/2020

Segundo o sociólogo Émile Durkhen, a sociedade pode ser comparada com um corpo biológico, e para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Tal pensamento pode ser corroborado ao analisar-se o atual cenário familiar brasileiro, no qual a precarização das relações e direitos sobre o conceito de família. Tendo isso em vista, é evidente que a falta de sensibilidade, não somente do governo para com o povo, mas também da sociedade religiosa, tem expandido essa problemática.

Sob esse viés, pode-se colocar primeiramente como uma das causas desse cenário conturbado a falha na execução de direitos básicos humanitários, que deveriam estar sendo dialogados, controlados e impostos pelo governo em conjunto com os setores sociais. Afinal, é papel do Estado brasileiro garantir que as devidas modificações sejam feitas, tendo em vista a existência de diversas formações de família que trouxe com ela o surgimento de novos contextos inseridos por lei. Ademais, observa-se que o retardo vindo dos líderes governamentais em cima dessa problemáica tem desencadeado abalos emocionais  e preconceito por conta de formações diversas.

Paralelo a isso, vale também ressaltar que o século vinte e um veio cercado de mudanças e ideias necessárias para o crescimento responsável do ser humano. Tendo ainda como falha a necessidade de mudanças por lei sobre o conceito de família, situação que necessita ser revista e atualizada com urgência.

Portanto, pode-se notar que o debate a cerca da precarização das relações de família em um século tão avançado como o nosso é imprescindível para podermos atingir o nível de uma sociedade mais igualitária. Nessa lógica, é decisivo que líderes governamentais revisem leis, por meio da abertura de diálogo para que setores sociais possam participar das tomadas de decisões, com o intuito de tornar os direitos mais democráticos.