O conceito de família no século XXI

Enviada em 15/12/2020

É notório que, em pleno século 21, a “sagrada” instituição da família é alvo de grandes e intensos ataques. A exemplo disso, basta salientar as palavras de Marx, em seu Manifesto Comunista, no qual afirma ser o “propósito infame dos comunistas” essas investidas contra os núcleos familiares. Diante disso, o preconceito acerca de alguns conceitos de família como os de “pais solteiros” e os “casais sem filhos” se fortalece. Assim sendo, fica evidente que essa instituição, que é a base de toda e qualquer sociedade, em sua diversidade de configurações, é vítima de intermináveis ataques e preconceitos, realidade essa que precisa ser mudada.

Em primeiro lugar, é preciso reforçar a ideia de que o conceito de família na atualidade é amplo, e um tipo de família discriminada por não ser considerada “um núcleo familiar sólido” são os pais solteiros. Pode-se facilmente observar tal realidade na dramaturgia “Em busca da felicidade”, uma vez que, após ser abandonado pela esposa, o protagonista encontra adversidades e prejulgamentos diante de sua nova configuração familiar: ele e seu filho. Dessa forma, é claro que esse tipo de preconceito não só existe, mas também coloca muitas famílias em situações desgastantes.

Além disso, outro grupo alvo de infindáveis críticas são as famílias de casais sem filhos. Isso, infelizmente, é reflexo de culturas passadas que, através da poligamia, por exemplo, enalteciam a necessidade de uma reprodução exacerbada. Logo, essa “obrigação” de procriar ainda perdura, em parte, na mentalidade social, fazendo com que cônjuges sem crianças enfrentem dificuldades de se estabelecerem como família estável. Portanto, é de fundamental importância que esse pensamento coletivo se transforme, adequando-se ao modo de vida social atual.

Em suma, a diversidade de configurações familiares ainda não foi totalmente acolhida e aderida ao corpo social e, dessa forma, algumas famílias vítimas de julgamentos e investidas labutam incessantemente para mudar essa realidade. Para a abolição dessa problemática, cabe às escolas - por serem as responsáveis pela formação do senso crítico e da consolidação do pensamento social - ensinarem os alunos, por meio de palestras conscientizadoras e rodas de conversa e debates educativos,  a respeito do amplo conceito de família atual e das inúmeras configurações familiares existentes com a finalidade de solidificar essa mentalidade nas futuras gerações e, consequentemente, acabar com os ataques e preconceitos a quaisquer modelos familiares. Assim sendo, ilógicas tentativas de prejudicar qualquer configuração familiar, como a exposta por Marx, finalmente cessarão.