O conceito de família no século XXI
Enviada em 16/12/2020
Conceituar família no século XXI é abranger as várias formas de relacionamentos afetivos existentes nesse período. Assim, o modelo tradicional familiar não enquadra todos os convívios e dinâmicas entre as pessoas, sendo necessário a ampliação desses padrões ou a sua quebra. Porém, na realidade palpável do agora, esse é um árduo desafio, tendo em vista a ocorrência demasiada de preconceitos. Então, a nova formulação de família confronta a intolerância e a discriminação.
Conforme a Constituição Brasileira de 1988 exemplifica no artigo 5º, o indíviduo possui a liberdade de expressão garantida. Por analogia, é lícito e comum que o ser componha sua família baseado em seus pensamentos e interesses. Entretanto, o contexto atual é marcado pelos rótulos que designam os comportamentos, e quando há variação ou diferença, as desigualdades e desrespeitos são promovidos. Logo, casais homoafetivos convivem com as dificuldades da marginalização que a sociedade impõe.
Segundo os dados do SUS, Sistema Único de Saúde, a cada uma hora um LGBT é agredido no Brasil. Dessa forma a homossexualidade e as uniões advindas dela, enfrentam a violência física e verbal constantemente. Portanto, os vínculos familiares que estes formam são reprimidos e ridicularizados, causando insegurança nesse processo de formação, e até a desistência de ações como a adoção.
Em síntese, ações de mediação sobre estes conflitos e a geração de disparidades, são imprescindíveis. De modo que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, órgão competente, deve por meio da elaboração de projetos amparar as condições de injustiças e hostilidades, aplicando medidas jurídicas mais efetivas, com intuito de interromper o ciclo da falta de tolerância. Além disso, produzir campanhas de conscientização, demonstrando a aceitação de novos e diferentes núcleos familiares. Com o propósito de construir uma sociedade verdadeiramente igualitária.