O conceito de família no século XXI
Enviada em 16/12/2020
Sem preconceitos: família feliz
Na série “Grey’s Anatomy” (produzida pela ABC), as doutoras Callie e Arizona se empenham para educadar sua filha Sofia, em um núcleo onde existem duas matriarcas: fugindo do conceito amplamente utilizado de Famíllia Tradicional. Dessa maneira, é evidente que no século XXI, há infindáveis obstáculos não só abrangendo mães solteiras, mas também famílias homoafetivas.
Em primeiro lugar, é notado o alto grau de vulnerabilidade em que a família monoparental se encontra. De fato, essa configuração familiar, onde a mãe é a única responsável pelo filho vem aumentando: segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 31% do total de mães brasileiras estão sozinhas nessa árdua jornada. Nesse tocante, a matriarca, na grande maioria das vezes, é obrigada a fazer turnos dobrados para conseguir manter as finanças, e não consegue dar a devida atenção a educação social e escolar de seu descendente. Além disso, grande parcela da socidade estigmatiza a condição de mãe solteira à irresponsabilidade e vulgaridade, colocando a culpa na mulher por ter gerado uma vida. Desse modo, o desamaparo econômico, social da mãe e posssíveis desvios dos filhos ao mundo do crime constroem um cenário caótico que deve ser transformado.
Em segundo lugar, famílias homoafetivas perpassam por terríveis raízes preconceituosas. No que concerne, tal núcleo familiar supracitado encontra desafios até mesmo para conseguir adotar, onde a heteronormatividade sugere - erroneamente - que casais compostos por pessoas do mesmo sexo não têm estrutura para criar uma criança. No entanto, O Estatuto da Criança e do Adolescente não faz qualquer menção à orientação sexual dos adotantes. Dessa maneira, fica evidente que ideias preconceituosas apresentam matrizes retrógradas para a conceituação familiar e não devem ser aceitas.
Torna-se evidente, portanto, que medidas tornam-se necessárias para que os obstáuclos impostos às diversas composições familiares sejam erradicados. Assim, é mister que o Ministério da Saúde (MS) juntamente com o Ministério da Educação (MEC), requisitem ao Estado um subsídio contínuo às mães que se declararem únicas responsáveis na educação de seus filhos. Desse modo, tal auxílio intitulado como Renda Família, deve ser de um sálario para cada menor, abrangendo todos os brasileiros que se cadastrarem, de modo a garantir que tais mães não fiquem desamparadas financeiramente. Além disso, o MS juntamente com o MEC, devem elaborar propagandas a serem divulgadas em todos os canais televisivos, desconstruindo o preconceito às variâncias familiares. Sendo assim, a normatividade será de uma família feliz e sem preconceitos.