O conceito de família no século XXI
Enviada em 29/05/2021
O filme Elisa e Marcela, de 2019, conta a história de um casal de mulheres que se apaixonam no século XX, quando a comunidade LGBTQIA+ era ainda menos aceita na sociedade. Ao longo da trama, Marcela engravida e Elisa assume a criança, logo, formam uma família, mas passam por dificuldades pelo preconceito, e não são aceitas como uma família válida. Atualmente, famílias homoafetivas são mais bem aceitas, mas não como deveriam, ainda surgem projetos de leis que invalidam os que estão fora de padrões tradicionais. Ademais, além dos agrupamentos feitos de forma homossexual, existem outros tipos de família que não são respeitadas e aceitas devidamente.
A priori, é importante ressaltar a existência dessas famílias na sociedade. De acordo com os dados do Conselho Nacional de Justiça, observa-se um aumento de 61,7% nos casamentos homoafetivos no Brasil em 2018, o que demonstra a quantidade de famílias que se formam numa base LGBTQIA+. Nesse sentido, é demasiado importante o respeito com a comunidade e atenção para pautas desse tipo, se não houver uma concepção de que o novo conceito de família se baseia em uma questão livre de escolha sobre como o indivíduo prefere viver sua vida, surgirão problemas sérios onde além do casal, os filhos viverão o preconceito, e a sociedade será considerada, de certa forma, atrasada por não estar a acompanhar a força que os movimentos possuem nos dias atuais.
Em sequência, podem-se citar outros tipos de conjuntos de pessoas com laços sanguíneos ou afetivos que não recebem o respeito que deveriam. Existem, por exemplo, grupos onde se encontram apenas um pai, apenas uma mãe, ou crianças criadas por avós, tios e outros parentes associados. Por diversas vezes esses conjuntos familiares são desrespeitados e recebem críticas que desvalorizam seu esforço e união. O fator mais preocupante é a observação de que, pelo IBGE, mais de 50% dos núcleos familiares não se constituem de forma clássica, pelo contrário, estão fora dos padrões, logo, deveriam ser reconhecidos e considerados como quaisquer outros.
Por conseguinte do que foi analisado, deve-se imaginar uma melhoria para o problema apresentado. Verifica-se de uma ação interventiva do governo, por meio do Ministério da Educação, em organizar palestras que expliquem de forma clara o significado da família, não em modo tradicional, mas sim de forma que os alunos venham a entender a importância da tolerância para com todos os tipos de famílias, assim, a colaborar com a boa convivência social entre colegas de classe e no futuro próximo que irão enfrentar como cidadãos. Dessa forma, haverá uma redução na discriminação sofrida por diversas pessoas pela forma em que vivem e a melhor compreensão do conceito de famíllia.