O conceito de família no século XXI
Enviada em 29/05/2021
O Estatuto da Família define uma família como “o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”, uma definição tradicionalista que não engloba a variedade de núcleos familiares modernos que se tornaram tão comuns, casais sem filhos, mães solteiras, pais solteiros, avós criando netos, casais homoafetivos, entre outros. Dessa forma, é percebida uma relutância por parte da sociedade em aceitar essas novas concepções de família, que acabam sendo alvo de julgamentos e injúrias. Isso ocorre por conta de uma parcela da população que tem uma visão de família como algo tradicional, ou até mesmo sagrada, nas concepções religiosas.
Primeiramente, um motivo favorável à ampliação do conceito de família, é a proporção de núcleos familiares não convencionais existentes, que foram formados nos últimos anos. Em 2010, o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou dados que revelam que a família nuclear corresponde a cerca de 50% das famílias brasileiras, taxa inferior à dos anos 1980, quando era representado por 66%. Sendo assim, é injusta o desmerecimento das famílias que não se adequam ao conceito tradicional, visto que são uma parcela tão abrangente do povo.
Segundamente, é vista a baixa aceitação da parte mais tradicionalmente cristã da população, principalmente as famílias formadas por casais homoafetivos e poliamorosos. Com a justificativa de que essas famílias diferentes são uma deturpação da família imposta por Deus, recusam-se a aceitar a existência desses núcleos, ocasionando hostilizações em espaços públicos e nas redes sociais. Por conta disso, a aceitação na sociedade apesar de abrangente, não é homogênea, por causa de grupos tradicionais religiosos que discordam com essas novas configurações de família.
Por fim, é concluído que é muito importante a aceitação das novas configurações de famílias que estão surgindo, para evitar com que elas sejam desrespeitadas por pessoas que são contra sua existência. Portanto, o Ministério da Família deve realizar propagandas nas redes sociais, emissoras de TV, locais públicos e escolas, que ampliem a visibilidade das famílias não convencionais que são cada vez mais comuns entre a população, demonstrando que mesmo elas não sendo uma família nuclear, elas tem direito de ser chamadas de família como qualquer outra, para incentivar que a população respeite a todo tipo de família. Nós como cidadão, devemos ter empatia pelo próximo, para que eles tenham empatia pela gente, sendo a contribuição mais importante e mais simples, o respeito.