O conceito de família no século XXI

Enviada em 25/06/2021

Consoante a visão do filósofo Aristóteles, a política se sobressai em relação às outras, ela para o exercício do bem coletivo. Entretanto, esse pensamento não condiz com a realidade brasileira, uma vez que o conceito de família do século XXI é muito ultrapassado, uma vez que pode haver amor entre as pessoas do mesmo sexo. Nesse sentido, deve-se analisar o significado do termo família e, junto com isso, a mentalidade retrógrada da população que é um grande problema.

Em primeira análise, é válido pontuar que o significado da palavra família, de acordo com o dicionário Aurélio, é o núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, que geralmente compartilham o mesmo espaço e mantêm entre si uma relação solidária. Tendo em vista isso, é importante ressaltar, que família não é o relacionamento entre pessoas heterossexuais, e sim, de um conjunto de pessoas, independente de sexo, que partilham sentimentos como carinho, amor, afeto, atenção, cuidado e afeição. Levando em conta isso, é sabido entender que, tanto as pessoas do mesmo sexo, quanto somente uma pessoa podem formar uma família, ou seja, casal de mulheres, casal de homens, mães solteiras ou divorciadas e pais solterios ou divorciados, todos são de formar uma família.

Em segunda análise, é cabível ressaltar que o individualismo se sobrepõe em detrimento do coletivismo, visto que é mais cômodo permanecer com o pensamento atrelado aos costumes do século passado. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, vive-se em tempos líquidos, as relações não foram feitas para durar. Sob essa óptica, é perceptível que apesar do desenvolvimento mundial com relação a economia, a saúde, a educação, o modo de pensar de grande parte da população continua o mesmo, o modo de pensar dos tempos antigos, em que, só se pode formar uma família casal de sexo oposto. Com isso, as famílias conservadoras e tradicionais, não aceitam, a formação de famílias homoafetivas, o que corrobora, incessantemente, com a intolerância e com o preconceito contra esse tipo de união.

Logo, entende-se que a mentalidade retrógrada da população é um imbróglio que precisa ser atenuado, para que seja possível uma convivência harmoniosa entre toda a sociedade. Dessa maneira, é dever do Ministério da Educação valorizar o âmbito estudantil, como forma de diminuir o preconceito com as pessoas que optaram por escolher uma sexualidade diferente da que padronizaram, por meio de materiais elucidativos, palestras e campanhas que abordem esse tema, tendo como objetivo alcançar o máximo de alvo público possível, para que esse julgamento descabido seja mitigado de uma vez por todas. Assim, é possível alcançar uma sociedade que está para o exercício do bem coletivo, como pautava Aristóteles.