O conceito de família no século XXI
Enviada em 25/06/2021
A Constituição Cidadã de 1988, define a família como base para sociedade e tem especial proteção do Estado. Entretanto, o conceito de família no século XXI, precisa ser revisado porque embora seja lei, essa regra não se aplica na realidade, porque é visível que a falta de respeito com as categórias que não se enquadram na realidade das famílias tradicionais. Com efeito, analisar a configuração do Estado bem como as atitudes da sociedade é a medida proposta.
A priori, percebe-se que o principal fator que contribui para a mudança no conceito de família na contemporaneidade são as prórias relações individuais. Nesse sentido, é importante frizar que segundo a ONU- o número de crianças órfans ultrapassa 3 milhões, pórem com a liberação que casais homoafetivos possam adotar, esse número tem diminuido bastante, entretanto, apesar das dificuldades que esse processo impõe, essa situação se agrava quando soma-se a ela o forte preconceito que esse tipo de união causa em muitas pessoas. Portanto, enquanto o desrespeito e o preconceito existir, a sociedade brasileira estará sempre à margem.
Outrossim, a família associada a um lar é o sonho de muitos indivíduos. Na perspectiva do ativista Martin Luther King, todo progresso é precário, e a solução para um problema nos coloca diante de outro problema. Semelhante a esse pensamento, é preciso destacar o desemprego como um dos causadores do enfraquecimento das famílias, o que é motor para outro problema como: trabalho infantil. Enquanto nada for feito, milhões de crianças continuaram prejudicadas, provando a ineficiência do Estado.
Posto isso, é preciso que medidas sejam tomadas urgentemente. Nesse sentido, o Governo Federal, órgão de relevância nessa temática, precisa investir na inserção dessas minorias no mercado de trabalho por meio das prefeituras de cada cidade, além disso, é preciso fortalecer o programa de adoção de crianças por todos os tipos de configurações familiares, dando oportunidades a essas mais de 3 milhões crianças. A sociedade, por sua vez, deve apresentar uma postura mais empática e, vale ressaltar que a família tem que ser respeitada, amada, ouvida, e principalmente ter comunhão. Não pode-se julgar uma família pelo o que é aparentemente visto, mas sim, pelo seu caráter. A medida mais sensata é ter consciência que o âmbito familiar é a solidificação para o caráter individual de cada um, a ação em sociedade o indivíduo, e além de tudo amar e respeitar as pessoas que compõem essa família. Assim, a definição de família prevista na Carta Magna de 88, será experimentada por todos.