O conceito de família no século XXI
Enviada em 07/10/2021
Nas palavras de Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito.”, citação que revela a hostilidade vinda do corpo social em direção às minorias. De maneira análoga, no Brasil, famílias fora do molde tradicional são expostas, diariamente a situações imersas em pré-conceitos enraizados. Entretanto, uniões homossexuais demonstram a mesma validez que relacionamentos dentro dos padrões, como relações heteroafetivas, sendo então, relevante discutir sobre diferentes configurações familiares, visando mitigar quaisquer tipos de estigmas.
Sob um primeiro viés, cabe resgatar a lei, presente na Constituição Federal que, em 2013, legalizou casamentos de ordem homoafetiva. Todavia, apesar de ser um acontecimento significante para a sociedade em um todo, é notório que o decreto foi sancionado há 8 anos apenas, e a explicação dessa recência se revela ao efetuar a análise do passado e presente do país. Em outras palavras, a homofobia protagonizou, assiduamente, relações sociais, e, como exemplo válido, é possível citar o ocorrido com o jovem João Antônio Donati, que, em 2015, foi brutalmente assassinado, pelo simples motivo de se assumir gay e agir de acordo. Em suma, é nítido que a intolerância gera ao público LGBT+ uma trajetória de vida dificultada, repleta de medo, repressão e inseguranças.
Outrossim, é retratado, na série “Sex Education”, a vivência de uma família composta por duas mulheres lésbicas e seu filho, sendo perceptível a harmonia presente no cotidiano desse núcleo social. Diante disso, se conclui que, relações interpessoais, que fogem do formato tradicional imposto por uma sociedade conservadora apresentam a mesma legitimidade que quaisquer outros laços. Contudo, para que o corpo social, como um todo, reconheça este fato, ainda há um longo e árduo caminho a ser traçado. Além disso, é de conhecimento geral que, para a criação saudável de possíveis filhos, se faz necessária a estabilidade financeira e mental de um casal, sendo a sexualidade dos tutores irrelevante nesse processo.
Portanto, diante dos argumentos supracitados, medidas para normalizar diferentes configurações de famílias se mostram necessárias. Logo, cabe ao Legislativo adicionar, na grade curricular de disciplinas, na matéria de Sociologia, o aprofundamento do estudo de processos familiares ao longo dos anos, que pode ser feito através da alteração na lei de Bases e Diretrizes da Educação, com a finalidade de formar estudantes conscientes sobre o que concerne a diversidade e respeito. Ademais, é cabível às minorias e simpatizantes efetuarem manifestações pacíficas nas ruas e também na mídia -meio de amplo alcance-, a fim de exaltar a importância da representatividade e diversidade. Tomadas tais atitudes, se terá um Brasil e um mundo mais harmônico e brando.