O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 10/10/2025

No documentário “O Dilema das Redes”, é perceptível como as redes sociais favorecem a disseminação de notícias falsas, a fim de gerar engajamento. De forma análoga, ainda é possível observar que a cultura da ostentação e do consumo se tornaram comuns, o que compromete a segurança financeira e psicológica de muitos indivíduos. Nesse contexto, a falta de educação financeira, somada à influência midiática, são fatores que contribuem para o ato de consumir e ostentar de forma exagerada no Brasil.

Diante desse cenário, percebe-se que a falta de educação financeira é um dos principais fatores que intensificam o consumo, na maioria das vezes exagerado, no Brasil. Isso porque, sem saber administrar seu dinheiro, parte da população fica mais vulnerável a gastar em excesso. Segundo dados divulgados pela CNN Brasil, em maio de 2025, pouco mais de 78% das famílias brasileiras estavam endividadas. Nesse sentido, fica claro que a falta de educação financeira tem ligação direta com o consumo dos brasileiros, que por vezes acabam endividados e muitas vezes com problemas financeiros e psicológicos devido à isso.

Ademais, nota-se que a influência midiática também contribui para a cultura de ostentação e, consequentemente, na decisão de consumir algo. Isso ocorre devido a preocupação da pulação em se sentir parte de um grupo social fazendo com que consumam sem pensar. Sob essa ótica, o sociólogo Pierre Bourdieu afirma que o consumo está ligado à busca por status, o qual evidencia a preocupação da sociedade em obter validação e aceitação social. Dessa forma, a influência midiática não apenas prejudica a saúde financeira dos indivíduos, como também aprofunda a desigualdade social, criando um ciclo vicioso de consumo.

Portanto, com o fito de diminuir os impactos da falta de educação financeira e da

influência midiática, o Ministério da Educação, na sua condição de garantir educação de qualidade, deve promover palestras de conscientização e ampliar a grade curricular de educação financeira nas instituições de ensino, por meio da inclusão da matéria na BNCC e no monitoramento das instituições para garantir efetividade. Assim, caso haja iniciativa do governo, poderá se diminuir as consequências geradas pelo consumismo e pela cultura de ostentação no Brasil.