O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 01/12/2025

Na sociedade contemporânea, o consumismo tem se intensificado no Brasil, impulsionado por campanhas publicitárias agressivas, pela valorização do status social e pela influência das redes sociais. A cultura da ostentação, marcada pela exibição de bens materiais como símbolo de sucesso, tornou-se especialmente presente entre jovens, reforçando a lógica de que ter importa mais do que ser. De acordo com Zygmunt Bauman, vivemos em uma “sociedade de consumidores”, onde a identidade é moldada pelas compras e pela aparência, o que amplia comportamentos impulsivos e insatisfação constante.

Nesse contexto, as redes sociais desempenham papel central. Plataformas como Instagram e TikTok reforçam comparações e estimulam a busca por padrões inalcançáveis, promovendo a ideia de felicidade ligada ao consumo. Influenciadores exibem viagens, carros e roupas de luxo, criando a sensação de que ostentar é sinônimo de reconhecimento social. Isso afeta principalmente jovens das periferias, que podem recorrer ao endividamento, ao consumo irresponsável ou até a práticas ilícitas para manter esse estilo de vida idealizado. A economia brasileira também sofre: segundo dados do Serasa, a inadimplência cresce entre adolescentes e jovens adultos, reflexo direto da pressão consumista.

Para reduzir esses impactos, é fundamental investir em educação financeira nas escolas e nas comunidades, ensinando planejamento de gastos, crítica à publicidade e consumo consciente. A mídia, por sua vez, deve ser responsabilizada para diminuir estímulos excessivos ao consumo e ampliar campanhas que valorizem sustentabilidade e bem-estar emocional. Ao mesmo tempo, políticas públicas podem incentivar empresas a adotar práticas menos apelativas e mais transparentes, combatendo mensagens enganosas que associam felicidade ao excesso de bens materiais.

Portanto, combater o consumismo e a ostentação requer atuação conjunta do Estado, das escolas e da mídia. Com educação financeira e incentivo ao consumo consciente, é possível reduzir impactos sociais e emocionais. Assim, a sociedade se torna mais crítica e equilibrada, priorizando bem-estar.