O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 22/09/2023

Ostentação, que no dicionário consta como substantivo, cujo significado é o ato de vangloriar-se, gabar-se, mostrar-se, sendo que ultimamente é muito utilizado nas redes sociais, seja vestindo roupas e acessórios caras e de grife ou passeando em países da Europa e praias paradisíacas do Caribe. Isso, gera um consumismo de roupas, acessórios e viagens que poucas pessoas no Brasil podem gastar. E os que podem, fazem isso como um marketing pessoal para impulsionar as suas carreiras.

Até se tornou um subgênero do funk, o funk ostentação, um estilo musical que surgiu em 2008 e se popularizou nas periferias de São Paulo e Santos, cujos representantes musicais são o MC Guimê e MC Boy do Charmes, que usam roupas de grife, colares, pulseiras, anéis dourados e em seus clipes usam carro importado para contar histórias de sucesso saindo das periferias, vestindo roupas da moda, andando de carro importado e chamando as garotas para passear. E tudo isso, é baseado no rap ostentação americano, da década de 90, que contém certas semelhanças no modo de se vestir e de se comportar. Pode ser dito que é um contraponto ao funk carioca, cuja temática é sobre a favela, violência, drogas e um tratamento não carinhoso com as mulheres.

Por outro lado, a ostentação pode servir para acobertar negócios ilícitos, tais como tráfico de drogas, armas, pessoas, contrabando e falsificação de produtos. Como eses negócios geram muito dinheiro e uma maneira de legalizar ou comumente é dito, “lavar” o dinheiro, é gastar com roupas, viagens, carros, motos e casas de luxo.

Para que a ostentação não seja usada para atos criminosos, a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal (RF) devem trabalhar juntas para checar as importações e compras de produtos que sejam incompatíveis com a renda do investigado. Nestes casos, é necessário um pedido de explicação dos gastos e verificar as conexões com o crime organizado. A verba para isso, pode vir do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) ou pela arrecadação de dinheiro com o leilão dos produtos apreendidos.