O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 18/09/2023
No universo contemporâneo brasileiro, a busca por produtividade crescente, faz os meios de comunicação serem apropriados pelas grandes marcas, por reunirem o maior número de indivíduos possível. Seu objetivo é explícito em cada publicidade: o consumismo. Para tal fim, os usuários de maior influênicia são contratados para exaltar a ostentatação dos bens de interesse da marca, estabelecendo-a como cultura. Nesse sentido, causas estruturais brasileiras como o sistema educacional e o modelo econômico, devem ser analisadas e solucionadas.
Em primeira análise, o modelo educacional vigente, é determinante para a instauração da cultura de ostentação no Brasil. Criada aos moldes e em função da Revolução Industrial, a conjuntura da educação brasileira se empenha em moldar os corpos para a obediência e a produtividade, desconfigurando o “Homo sapiens” (“homem que pensa”) de sua natureza racional. Com isso estabelecido, o indivíduo torna-se consumista por estar facilmente passível à sedução da publicidade ostensiva.
Por conseguinte, tais indivíduos expropriados de seu senso crítico são facilmente submergidos na estrutura da economia capitalista. Tal modelo fomenta a cultura da ostentação para que o consumismo se torne cada vez maior e, assim, seu funcionamento se matenha. Como base, deve-se citar a premissa mais difundida deste sistema econômico: “Tempo é dinheiro”. Essa máxima, tão pequena, responde ao questionamento do porquê algo tão prejudicial à nautureza humana, como o consumismo, é tão fortalecido dia após dia. Ou seja, o fim maior para todo esse enredo é a busca crescente das grandes indústrias por lucro. Desse modo, a cultura da ostentação no Brasil é o meio pelo qual o capitalismo promove a compulsividade do consumo obtendo como produto final a captação financeira.
Portanto, a ação estatal é impreterível para remediar tal problema. É de suma importância que o MEC se empenhe em estabelecer novos fundamentos ao sistema educacional no Brasil, estruturados em uma cultura que enalteça a essência racional da humanidade, removendo todo molde capitalista industrial, para que a cultura do senso crítico estabeleça uma oposição à ostentação. Desse modo, a sedução publicitária ao consumismo não terá mais efeito sobre o Homo sapiens.