O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 19/09/2023
No filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom”, a protagonista Becky é uma consumista que vê o ato de comprar como uma forma de se satisfazer. Fora da ficção, a realidade de muitos brasileiros se assemelham à da personagem. Desse modo, é importante discorrer acerca das causas do consumismo exacerbado e a cultura de ostentação em solo nacional, como a desigualdade social e a materialização do ser humano.
De início, é válido ressaltar que a discrepância entre classes sociais promove o consumismo no Brasil. Segundo o escritor George Orwell, “somos iguais, mas alguns são mais iguais do que outros”. Sob essa ótica, percebe-se que as diferenças sociais, sobretudo com o surgimento da internet, favorecem a criação de um conteúdo que exponha a ostentação, uma vez que está é uma das poucas formas da população socialmente vulnerável ter acesso a itens de luxo.
Além disso, o reconhecimento do homem pelo seu poder aquisitivo garante que a cultura de ostentação perdure em solo brasileiro. Durante a Idade Média, a nobreza era a parte da sociedade que possui alto poder financeiro, isso atribuiu status elevado a esse povo, enquanto os escravos e vassalos eram pobres e, portanto, não reconhecidos. Sob esse viés, compreende-se que a atribuição de importância de um determinado cidadão sempre esteve ligado aos seus bens, assim é natural que para ser bem-visto na contemporaneidade as pessoas optem por expor suas compras para as redes sociais.
Logo, esse é um problema que precisa ser combatido. Assim, o governo federal, órgão de maior hierarquia em solo nacional, em conjunto com o Ministério da Educação, deve orientar os jovens a reconhecerem os malefícios da cultura de ostentação e do consumismo, por meio de palestras voltadas para esse tema, para que a população não torne os valores materiais como os mais importantes na sociedade. Desse modo, a realidade de Becky Bloom não se perpetuará no país.