O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 27/09/2023
Sabe-se que o consumismo exacerbado, no Brasil e no mundo, veicula-se à cultura da ostentação no âmbito de assumir a perpetuação da superficialidade do que é adquirido além do que é necessário, sendo essa espécie de prática denominada como fetichização da mercadoria, pelo sociólogo Karl Marx, discorrendo ele, assim, que o ser humano atrela esse consumo à realização pessoal. Desse modo, as ONGs engajadas no combate a essa problemática devem atuar mitigando a perpetuação da cultura da ostentação pautada pelo consumismo exacerbado.
Atualmente, as tendências de consumo, potencializadas pelas mídias sociais, regem alterações perceptivas acerca do que é necessário e do que é supérfluo no quesito do consumismo. No Brasil, ritmos como o Funk Ostentação" e o “Trap” glamourizam a tendência de ostentar roupas, tênis e acessórios de luxo que estimam o sucesso do indivíduo, categorizando a ascenção social e danosamente infuenciando os jovens a pautarem no consumismo exacerbado e no luxo o seu “destaque” perante quem não tem condições financeiras de manteresse estilo de vida.
Somado a isso, a banalização da ostentação cria um êxtase de afastamento da realidade social nocivo, pois, em um país integrante do Mapa da Fome, como o Brasil encontra-se, de acordo com a Organização das Nações Unidas, clamar virtude e superioridade por ter um artigo de luxo de cifras milionárias beira uma indiferença e uma apatia em não sequer notar a precariedade do cotidiano alheio.
Entende-se, portanto, que as ONGs engajadas no combate a essa problemática devem veicular campanhas de conscientização na internet contendo relatos de pessoas em situações precárias de sobrevivência, provendo enfoque nos dados que pautem a fome no país e as pessoas em situação de rua, tendo, assim, a finalidade de alertar acerca da indiferença nociva pautada pelo consumo exacerbado e pela ostentação, para permitir uma maior reflexão em sociedade e uma mudança de postura a médio prazo.