O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 19/09/2023
Segundo a Constitição Federal, todos os indivíduos têm direito à mesma forma de tratamento, sem distinção de qualquer natureza. A aplicação dessa norma, no en-tanto, destoa da realidade, uma vez que substancial parcela da população enfrenta uma descriminação social apoiada pela cultura do consumo. Desse modo, a fim de combater tal questão, é preciso debater sobre as causas que manifestam, a saber, a opressão econômica e a carência social.
Nesse contexto, depreende-se que a cultura da ostentação é um fator primordial para manter o problema. Acerca disso, é oportuno rememorar sob a conceito do sociólogo brasileiro Betinho, segundo o qual o desevolvimento humano só vai ser efetivado quando a sociedade civil afirmar pontos cruciais: igualdade, diversidade e participação. A ideia do pensador, todavia, vai de encontro ao Brasil, visto que, em-bora seja imprescindível os bens de consumo para proporcionar conforto ao indiví-duo, persiste para minorias uma privação de acesso a alguns bens - já que o valor do produto promove esse afastamento. Isso, por conseguinte potencializa um ce-nário superioridade das classes através dos bens materiais. Desse modo, é incoe-rente observar um país que espera alcancar o patamar de nação desenvolvida e ainda mantém a traços da ostentação como forma de segregação social.
Além disso, a carência precisa ser superada. Consoante a FGV Social, quase 28 mi-lhões de pessoas vivem abaixo da linha da probreza no território nacional. Tal questão, indiscutivelmente, decorre da ineficácia dos direitos constituicionais que não garante produtos básicos, tampouco garantirá acesso a itens de luxos. Conse-quentemente, cria-se uma sensação de inferioridade e distanciamento de classe. Logo, não é justo que consumo para além do básico, seja privilégio de poucos.
Portanto, medidas deveram serem tomadas. Nesse sentido, cabe ao governo desti-nar parte do PIB para áreas lidam com a desigualdade social. Essa ação irá ocorrer por meio, tanto da verba utilizada para conscientizar indivíduos sobre seus privile-gios, quanto para susbidiar financeiramente a população abaixo da linha da pobre-za. Isso, então, tem a finalidade de remediar a forte distinção social por conta das enormes diferenças de acesso os itens de consumo. Desse modo, pode-se-à fazer valer, na prática, a Constitução.