O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 19/09/2023

O conceito da “indústria cultural”, levantado por Adorno, fala sobre a influência da mídia no consumo e na padronização de costumes na população. Essa conjuntura, não é distante da realidade do Brasil, na qual a ineficácia da ação escolar somada à negligência estatal, configuram-se como agravantes do consumismo e da cultura de ostentação no país. Sendo assim, urge a necessidade de soluções inovadoras que venham mitigar a problemática em questão.

Sob essa análise, é fulcral mencionar que a falta de conhecimento da população sobre a influência dos veículos de comunicação no comportamento humano e os prejuízos de hábitos consumistas, como o sentimento de angústia por não possuir aquilo que está na moda, finda por agravar essa complicação. Nesse contexto, exa-mina-se a ruptura da ideia proposta pelo filósofo Durkheim, o qual apontava que a escola possui a função de criar o ser social. Desse modo, uma reorganização estru-tural dessa instituição é importante, pois a negativa de sua função primordial acar-reta em problemas de saúde mental para as pessoas, por não conseguirem dife-renciar aquilo que é preciso ser obtido, daquilo que é imbutido pela televisão.

Outrossim, cabe ressaltar a importância de um Estado ativo na resolução de ques-tões sociais. Dessa forma,o sociólogo Bauman afirmava que um órgão, quando po-sicionado de forma a ignorar sua função social, se encontra em um estado de “Zumbi”. Tendo isso em vista, observa-se que o Estado brasileiro é análogo a esse conceito, visto que no que tange a questão da influência midíatica nos costumes do povo, ele é ausente, já que carecem planos de fiscalização daquilo que está sendo noticiado e meios de diminuir a promoção de hábitos consumistas na sociedade.

Depreende-se,portanto, que recursos são imprescindíveis para atenuar o proble-ma. Para isso, o Ministério da Educação - como regulador das escolas no país - deve promover a criação de debates, sobre a importância de avaliar tudo aquilo que há o desejo de se consumir, por meio da contratação de profissionais da área, para agregar conhecimento. Ademais, o Governo, como mediador da lei, precisa criar maneiras de diminuir a quantidade de anúncios publicitários que incitam a compra de artigos de luxo, através de incentivos fiscais para empresas dessa esfera. Assim, garantir-se-á uma realidade sem influência da indústria cultural.