O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 10/10/2023

O filósofo Thomas More, em sua obra “Utopia”, apresenta uma sociedade perfeita, a qual é caracterizada pela ausência de mazelas sociais. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, vê-se uma oposição ao texto sobredito, já que o consumismo e a cultura de ostentação comprometem a harmonia coletiva nacional. Logo, fazem-se necessárias medidas a fim de amenizar esse impasse, que dentre as causas estão: a falta de educação financeira e as redes sociais.

Sob essa perspectiva, vale ressaltar que a carência de educação financeira é um dos impulsionadores do consumismo e da ostentação. Diante desse contexto, o rapper Filipe Ret comentou sobre a importância do controle das finanças, que as pessoas devem valorizar e ter consciência das conquistas econômicas. Entretanto, esse ideal não é plenamente realizado, pois os indivíduos não foram ensinados a lidar com as economias, ou seja, desejam adquirir os bens imediatamente, acumulando cada vez mais dívidas, sem refletir se o objeto desejado é realmente necessário. Desse modo, enquanto não houver incentivos à educação financeira, o consumismo perdurará.

Ademais, os entraves acerca do advento das redes sociais sintetizam outro desafio a ser sanado com urgência. De acordo com o psiquiatra Alexandre Saadeh, é intrínseco ao ser humano querer mostrar o quanto é bom e isso é acentuado com o exibicionismo extremo das redes sociais. Nesse contexto, há de se perceber intrínseca relação com o tema, pois a necessidade de parecer superior faz com que as pessoas se sintam obrigadas a adquirir produtos para alcançar um status imaginário, o que, na prática, intensifica as desigualdades socioeconômicas. Dessa forma, é inadmissível que parte da população persista alienada, visto que os indivíduos se tornam cada vez mais vulneráveis.

Sendo assim, devido à educação financeira deficitária e às redes sociais, é necessário que o Ministério da Educação, órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro, implemente aulas de educação financeira nas escolas desde as séries primárias, por meio de profissionais capacitados, a fim de que todos aprendam a lidar com o dinheiro e com o consumo desde cedo.