O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 19/09/2023
A “Atitude Blasé" - termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel no livro “The Metropolis and Mental Life” - ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença meio às situações que ele deveria dar atenção - . De forma análoga, percebe-se que este cenário está correlacionado com os desafios para o consumismo e a cultura de ostentação no Brasil, já que grande parte da sociedade colabora com esse fato. Esse panorama, ainda evidente na contemporaneidade, é atestado não só pelo descaso governamental , como também pela alienação. Constata-se, a princípio, que segundo o Artigo 6 da Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à igualdade. Conquanto, nota-se que não há o pleno exercício da lei ao analisar a demanda pela perfomance da sociedade perante as vestimentas e acessorios. Este infeliz cenário está fortemente atrelado ao descaso governamental, em sua maioria, por não investir de forma eficiente. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Paralelo a isso, vale ressaltar que a alienação, é outro fator que contribui para o consumismo no Brasil, ja que a população consome para seguir um padrão. Nesse sentido, de acordo com John Locke, esse fato configura uma ruptura de contrato social, visto que, ao revogar o “Estado de Natureza” - oportunidade que a sociedade não posta ao seguir leis têm total liberdade -. Nessa óptica os cidadãos esperam que o Governo ofereça esta igualdade, entretanto, os indivíduos não contribuem para o progresso .
Urge, pois, que medidas sejam tomadas com o intuito de coibir o problema discorrido. Nesse âmbito cabe ao Governo Federal, promover leis e debates. Tal ação deve ocorrer por meio da criação de projetos sociais e de investimentos. Desse modo, deve ocorrer o enfrentamento ao consumismo e a cultura de ostentação no Brasil, sendo possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Constituição Federal de 1988.