O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 20/09/2023

De acordo com uma reportagem da revista “Exame” de dois mil e dezenove, cerca de quarenta por cento dos jovens brasileiros entre vinte e dois e trinta e sete anos estão endividados. Ademais, esse endividamento é procedido pelo alto consumo de bens e pela cultura de ostentação no Brasil. Logo, as causas desse consumismo e dessa cultura são a falta de educação financeira e marionetização da mídia.

Em primeira análise, obeserva-se que a falta de educação financeira leva a socie-dade a consumir desmasiadamente. Portanto, uma sociedade que não tem a base da educação financeira, não tem disciplina e está fadada ao consumo inconsci-ente.Consoante a obra “Os setes saberes necessário a educação do futuro”, o edu-cador Edgard Morin argumenta que a educação contemporânea não acompanhou o desenvolvimento sociocultural, e muito menos o tecnológico e econômico atual. Do mesmo modo, na sociedade brasileira, a educação é caracterizada por ensinar ma-temática básica e não ensinar educação financeira, e essa falta de preparo para li-dar com as contas pessoais faz com que os futuros brasileiros se endividem como mostra a reportagem da revista Exame.

Em segunda análise, nota-se que, a nação brasileira é influenciada pelas mídias soci-ais, e como diz Emanuelll Kant em sua obra “Menoridade intelectual” os indivíduos agem somente sobre a influência dos outros. Em suma, a mídia lança novos produ-tos todos os dias, fazendo com que as pessoas pensem que comprando-os sentirão mais felizes e completas,e a ostentação à bens materiais representa um medidor de privilégios. Percebe-se então, a marionetização e a cultura de ostentção no Brasil. Em conformidade com o documentário, “Dilema das redes”, encontrado na Netflix, que expõem os perigos das redes sociais, destaca-se que as plataformas são prepa-radas para prender a atenção dos usuários e manipulá-los. Sendo assim, as mídias têm sido um palco para as indústrias e os comércios aumentarem essa cultura.

Destarte, a falta de educação financeira e a marionetização das mídias precisam ser solucionados. Conclui-se então, que o Estado, com sua alta capacidade, por meio das instituições escolares e dos canais de comunicação, deve implantar a educação financeira nas aulas didáticas e divulgar nas redes sociais, como o instagram, uma nova cultura de controle financeiro, a fim de reverter o quadro atual da reportagem.