O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 21/09/2023
Com o surgimento do Fordismo e do Taylorismo como modelos de produção, a dinâmica do consumismo veio a se amplificar ao redor do mundo inteiro no início do século XX. Apesar de haver uma má distribuição da renda no país, o Brasil é um dos países mais consumidores do mundo e esse fato se expressa até mesmo na problemática da cultura de ostentação, tornando desafiadora a resolução dos seus impactos. Observa-se então, a urgência na implementação de políticas que visem reverter esse cenário e mitigar o impacto do consumismo no Brasil.
Em primeira análise, Zygmunt Bauman afirma que a sociedade de consumo promove e reforça uma estratégia existencial consumista. Na sociedade brasileira, ao estabelecer socialmente que existe um conceito de quem é “bem sucedido” e “mal sucedido”, invalida-se a própria existência daqueles que não têm êxito em se adequar à essa dinâmica ou que não exibem seu modo de vida e aquisições materiais para terceiros, a exemplo de jogadores de futebol ou influenciadores. Desta forma, enraizando o problema e tornando-o de difícil resolução.
Outrossim, o ideal consumista do Brasil tem reflexos negativos na economia do país. Mesmo ocupando a sétima posição no ranking dos países mais consumidores do mundo, segundo o State of the World 2004, também se faz presente como o segundo com a pior distribuição de renda, como consta no relatório da Organização das Nações Unidas. Dessa forma, esses dados explicitam a natureza da sociedade brasileira, onde mesmo os desprovidos de dinheiro priorizam a ostentação a própria subsitência. Gerando como efeito, endividamento do povo em prol de ter bens físicos e impactando, assim, diretamente na economia do Brasil.
Emerge portanto, a necessidade de medidas que visem mitigar esse cenário. Posto isso, é de suma importância que sejam implementadas pelo Ministério da Educação, aulas de educação financeira nas escolas públicas como currículo obrigatório. Com a contratação de professores especializados no tema, os alunos seriam ensinados sobre consumo e sustentabilidade econômica numa escala residencial familiar. Desta maneira, aguarda-se uma diminuição considerável nos impactos negativos que a problemática do consumismo traz à sociedade brasileira e trazendo uma melhora na qualidade de vida da população frente à desigualdade.