O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 24/09/2023

A partir da revolução industrial vários povos passaram por diversas transformações, não só econômicas, como também sociais. Entretanto, mesmo com tais avanços, o consumismo exagerado ainda é um problema no Brasil, tendo em vista à má influência midiática e a mentalidade social como causas latentes dessa problemática, medidas devem ser adotadas para a sua resolução.

Em primeira análise, é imprescindível que a mídia influencia diretamente nas causas do problema. De acordo com o sociólogo francês Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse sentido, as mídias sociais em vez que atuar no esclarecimento acerca dos problemas de consumir de forma exagerada, elas ajudam a consolida-lo, ao promover a ostentação e o luxo nas redes como sinônimo de uma vida plena e saudável. É necessário, dessa maneira, intervenção.

Outrossim, a mentalidade social é uma causa latente desse problema. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo, as pessoas são influenciadas a consumir de maneira exagerada, sem que haja a necessidade para isso. Nessa perspectiva, o acúmulo e a ostentação ficam enraizados na mente das pessoas, o que segundo Bauman, torna a modernidade efêmera, com relações pouco duráveis e com menor significado.

Portanto, é preciso intervi sobre o problema. Para tanto, o governo deve criar campanha de esclarecimento sobre o problema do alto consumismo. Essas campanhas devem ser veiculadas às mídias sociais e de televisivas, com o intuito de alcançar um público maior, para que as pessoas percebam o quão grave é esse problema. Dessa maneira, a sociedade avançará em todas as áreas, de maneira saudável e consciente.