O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 02/10/2023

No episódio “Nosedive”, da série Black Mirror, a vida em sociedade depende do bom status nas redes sociais. Sendo assim, quanto maior a popularidade online mais fácil é o acesso as coisas no mundo real. Isso repercute no em um ciclo de ostentação no qual para ser bem-sucedido na internet precisa-se de bens de consumo e para conseguir comprá-los é necessário o sucesso na rede. Longe da ficção, o cenário atual é bastante semelhante, uma vez que são os influenciadores digitais alcançam a visibilidade devido ao alto padrão aquisitivo e mantém a ostentação com o dinheiro ganho através das redes. Diante disso, é válido avaliar como as redes sociais colaboram para o consumismo e, consequente, danos ambientais.

Deve-se pontuar, de início, que o marketing digital está ganhando cada vez mais espaço. Nessa perspectiva, segundo Steve Jobs “A tecnologia move o mundo”, de fato, em um mundo tecnológico as empresas buscam promover seus produtos nas redes sociais. Nesse cenário, influenciadores digitais ganham espaço, como por exemplo a Virginia, que é embaixadora de diversas marcas e incentiva seus milhares de seguidores a consumirem seus produtos. Assim, o consumismo no país cresce cada dia mais.

Consequentemente, aumenta-se o descarte e a produção de lixo. Sob esse viés, segundo o último Panorama dos Resíduos Sólidos do Brasil, cada pessoa produz, por dia, mais de um quilograma de lixo. Tal situação é preocupante visto que a geração de resíduos afeta diretamente o meio ambiente. Logo, promover o consumo consciente é medida de urgência.

Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas para minimizar essa problemática. Dessa forma, é dever da mídia, no papel de formadora de opinião, viabilizar o consumo sustentável, por meio de propagandas transmitidas em horários nobres. Espera-se, com essa providência que as pessoas não sejam tão influenciadas pelas propagandas online e que com isso a geração de lixo se estabilize.