O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 26/09/2023
Conforme o sociólogo Émille Durkheim, os fatos sociais são exteriores, isto é, o individuo não é espontâneo, ele reproduz o que é praticado pelos outros. Diante dessa conclusão, é notável, que o consumismo e a cultura de ostentação no Brasil, são fatores comuns no dia a dia dos brasileiros. O capitalismo e a tecnologia, trouxeram “ondas de tendências” influenciando diretamente em compras desenfreadas. Nesse sentido, as redes sociais têm sido um grande aliado nessa influencia.
Em primeira análise, evidencia se que, as redes sociais são parte da vida de milhões de brasileiros, sempre influenciando no que devemos fazer ou como devemos agir. Tendências são criadas todos os dias para induzir seus consumidores a compra de um determinado produto, aumentando assim o lucro de grandes empresas. Sob essa ótica, percebemos que padrões de comportamento demonstram o “poder” de um indivíduo na sociedade. Esses padrões são reforçados pela mídia, tendo uma relação aos “sonhos de consumo”. A (CNDL), Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas revelou que, apenas três em cada dez brasileiros são consumidores conscientes.
Ademais, é importante salientar que o capitalismo está ligado diretamente a esse consumo desenfreado da população. Afinal, a quantidade de pessoas que seguem esses padrões, conduzidas a compra de produtos desnecessários, apenas para se sentirem inseridos em sociedade, é uma característica do capitalismo, chamada de “alienação em massa” para aumentar o capital das empresas. O escritor brasileiro Augusto Cury diz que o individuo prepara seu filho para ‘‘ser", mas o mundo o preparará para ’ter’, lembrando que, para a sociedade, o consumo está acima do bem-estar pessoal.
Portanto, uma intervenção faz se necessária. Para isso, é preciso um plano econômico e social para promover a conscientização populacional para um consumo consciente, de modo que, diminua o poder da influência midiática por meio de livros, documentários, matérias jornalisticas, etc. a fim de que, as pessoas possam fazer escolhas apropriadas sobre seu consumo, deixando a ostentação e se libertando de uma alienação midiática e social.