O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 29/09/2023

Em “A República”, diálogo socrático escrito por Platão, o filósofo idealiza uma sociedade livre de problemas, sobretudo, devido ao esforço da coletividade. Tal obra filosófica, no entanto, não pode ser associada ao Brasil, uma vez que a proble-mática do consumismo ligado à cultura de ostentação encontra-se silenciada e ca-rente de resolução. Dessa maneira, é preciso analisar não só as consequências do sistema econômico brasileiro, mas também uma influência midiática.

Sob essa lógica, é mister pontuar que a alta vontade de exibir novos produtos, vai de encontro ao capitalismo. Assim sendo, a teoria da racionalização do sociólogo Max Weber, defende que racionalizar é um processo no qual as instituições e as práticas humanas se dão de forma calculada. Analogamente, embora esse proces-so traga proveito em termo de eficiência, ele pode resultar em procedimentos pa-dronizados e na adoção de rotinas previsíveis, o que pode limitar a autenticidade e a criatividade, tais como a vontade incontrolável de sempre estar na moda ou a ilusão de que ter algo caro e novo lhe fará melhor socialmente.

Outrossim, as redes sociais agravam o problema. Posto isso, a teoria do sociólogo Guy Debord, “A sociedade do espetáculo”, critica a cultura atual ao argumentar que o ser é dominado por imagens e por diversão superficiais, alienando as pessoas e a sua própria realidade. Tal ideia, naturalmente, associa-se ao funcionamento das redes sociais, sendo improvável que empresas bilionárias como o “Facebook”, tenham interesse em mudar a sua forma supérflua de exibir a essência das pes-soas, correndo o risco de perder muitos usuários. Consequentemente, a alta ex-posição de uma vida repleta de compra materiais de luxo associada à vontade de mostrar ao público, reduzam a vida à mera aparência e ao consumo.

Logo, é dever da mídia - meio de grande alcance entre jovens e adultos - promover projetos de conscientização acerca dos malefícios interpessoais de uma vida cheia de comparação e de pouca autenticidade. Isso será feito por meio de publicações em páginas de redes sociais de grande alcance, como as dos minis-térios públicos, a fim esclarecer os malefícios que a indústria tecnológica promove e de remediar os possiveis reveses futuros.