O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 04/10/2023

A economia brasileira começou no século XIX dependente da exportação de gêneros agrícolas, porém foi no século XX que a industrialização teve papel significativo, marcando a transição de uma modelo agroexportador para um industrializado. Logo, credita-se fenômenos contemporâneos, como a “cultura da ostentação”, e seus produtos, principalmente os padrões inatingíveis de felicidade e os impactos ambientais, a esse novo padrão de consumo, que configura um obstáculo na execução de uma sociedade mais justa e sustentável.

A fim de incentivar a compra de produtos, o setor publicitário estimula uma imagem de sucesso baseada em bens materiais. Assim, essa relação entre o consumismo e as necessidade psicológicas humanas, como a busca por pertencimento e autoestima, não apenas serve no preenchimento de lacunas emocionais, como também na aquisição de status social.

Por consequência, o consumo se torna uma fonte de distração, na qual o divertimento é parte fundamental da experiência da compra. Assim, já não se consome pela necessidade do objetvo em si mas pelo que ele viria a agregar a quem o tivesse. Afinal, os objetos não contam quem somos, mas quem gostaríamos de ser. A “cultura da ostentação” é, antes de mais nada, uma fantasia sendo vivida em plena realidade.

Portanto, a sociedade pode buscar um equilíbrio entre as necessidades individuais e o bem-estar coletivo, como por exemplo ao reciclar o lixo doméstico e poupar energia elétrica. Ademais, é imprescindível a educação financeira no combate ao consumismo irresponsável e na promoção do planejamento financeiro. Para tal, políticas públicas que incentivam práticas econômicas mais sustentáveis em prol de limitar o marketing agressivo e enganoso, especialmente nas redes sociais. Por fim, na promoção do consumo mais consciente e uma cultura menos centrada na ostentação, é recomendado o trabalho conjunto entre a sociedade, o governo e as empresas, com medidas socioeducativas nos ambientes acadêmicos e profissionais, junto de campanhas publicitárias nos veículos de mídia de massa e incentivos financeiros no retorno de materiais recicláveis.