O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 27/09/2023

O filme de comédia “Até que a sorte nos separe”, faz uma sátira a situação de pessoas que ao passar pela ascensão econômica perdem o controle sobre seus gastos e consumos. Trazendo à realidade, o infeliz cenário vivenciado no Brasil vai de encontro com a mensagem do longa, uma vez que a ostentação e consumismo se propagam desenfreadamente ao longo do país. Desse modo, destaca-se a baixa durabilidade dos produtos e a cultura de massa como principais causas do revés.

Nesse âmbito, convém enfatizar que a venda de produtos de baixa qualidade favorece a constante necessidade de consumo. Nesse sentido, o conceito de “Obsolescência programada” - prática de mercado que possui o intuito de produzir produtos com baixa durabilidade - formou uma mazela que se instalou nos gastos de compra do brasileiro. Dessa forma, surge uma necessidade constante de substituição prévia desses produtos, o que resulta na criação de um comportamento direcionado ao consumismo, ou seja, programando o comportamento do consumidor. Assim, o “infeliz cenário” continuará a se propagar.

Outrossim, a mercantilização da cultura codifica comportamentos de consumo e ostentação. Nesse viés, a Indústria cultural, termo apresentado pela Escola de Frankfurt, designa que vivenciamos uma capitalização dos bens culturais, gerando uma necessidade de obter e participar do produto cultural. De fato, a questão da ostentação, por exemplo, de joias e roupas, é formada pelo coletivo cultural, por consequência, gerando um conjunto de pessoas sem autonomia de pensamento e comportamento, novamente, sendo direcionados ao consumismo desenfreado no país. Então, ações devem ser tomadas para combater tamanho mal.

Portanto, medidas interventivas devem ser tomadas. O Ministério da Educação - órgão responsável pela disseminação do conhecimento - deve criar campanhas educativas, por meio de palestras de educação financeira, utilizando os meios digitais e espaços públicos para atingir as diferentes camadas da população, a fim de desconstruir a prática de gastos inúteis e ostentativos do brasileiro. Destarte, o descontrole econômico permanecerá na ficção.