O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 17/10/2023
Para o contratualista Rousseau, a sociedade consiste na união de indivíduos, visando o aprimoramento de sua condição. Por isso, esta, caso não almeje o desenvolvimento social coletivo, é infrutífera e imperfeita. Sob esta ótica, evidencia-se a importância de combater a aquisição exacerbada e a cultura de ostentação – ambas decorrentes da dinâmica capitalista -, porquanto sua persistência lesa o bem comum. Nesse cenário, uma rápida ação estatal, com o intuito de elucidar os deletérios da questão, faz-se necessária.
Nesse contexto, tais adversidades derivam do atual modelo financeiro brasileiro. Nessa conjuntura, vale destacar que naturalmente o indivíduo busca a aprovação dos demais, pois, de acordo com a biologia, tal fenômeno é importante para fortalecer os laços, viabilizando a vida em sociedade. Porém, muitas empresas, utilizando-se de campanhas publicitárias, coletivizam o conceito de que o valor do indivíduo está atrelado ao de suas posses. Assim, tais corporações tornam o hábito de comprar numa necessidade, fomentando o problema.
Ademais, essa realidade traz prejuízos à sociedade. A Constituição Federal de 1988, Art. 225, reconhece a importância para a universalização da saúde do equilíbrio ecológico, o qual depende da equidade entre extração e a capacidade ambiental de repor esses recursos. Todavia, a temática, ao agravar o consumo e, por conseguinte, a produção, aumenta os impactos da ação antrópica nos ambientes, findando com tal condição. Dessa forma, a mazela, por ser danosa aos ecossistemas, impede que a saúde plenamente assegurada à população.
Diante do exposto, nota-se a prejudicialidade da continuidade da questão para o corpo social. Urge, portanto, que o governo federal mitigue tais entraves ao desenvolvimento nacional. Deve realizar isso por meio da implementação de campanhas de conscientização em escolas e nas mídias – sociais e televisivas-, com o fito de informar os cidadãos a respeito dos deletérios desse problema. A fim de evitar a compra desnecessária de itens, reduzindo a pressão sobre o meio ambiente. Desse modo, a sociedade, sob o pensamento de Rousseau, tornar-se-á plenamente produtiva.